29 de set. de 2006

"Alguns cientistas acreditam que hidrogênio, por ser tão abundante, é o elemento básico do universo. Eu questiono este pensamento. Existe mais estupidez do que hidrogênio. Estupidez é o elemento básico do universo."
(Frank Zappa)

Carlos Drummond de Andrade

Definitivo

Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas,
mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.

Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos
o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções
irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado
do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter
tido junto e não tivemos,por todos os shows e livros e silêncios que
gostaríamos de ter compartilhado,
e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.

Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas
as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um
amigo, para nadar, para namorar.

Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os
momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas
angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.

Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.

Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo
confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam,
todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.

Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma
pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez
companhia por um tempo razoável,um tempo feliz.

Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um
verso:

Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida
está no amor que não damos, nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do
sofrimento,perdemos também a felicidade.

A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional...

27 de set. de 2006

Pertencer

"Mesmo minhas alegrias, como são solitárias às vezes. E uma alegria solitária pode se tornar patética. É como ficar com um presente todo embrulhado com papel enfeitado de presente nas mãos - e não ter a quem dizer: tome, é seu, abra-o! Não querendo me ver em situações patéticas e, por uma espécie de contenção, evitando o tom de tragédia, então raramente embrulho com papel de presente os meus sentimentos."


Clarice Lispector

26 de set. de 2006

Carimbador Maluco

5... 4... 3... 2...
- Parem! Esperem aí.
Onde é que vocês pensam que vão?

Plunct Plact Zum
Não vai a lugar nenhum!!
Plunct Plact Zum
Não vai a lugar nenhum!!
Tem que ser selado, registrado, carimbado
Avaliado, rotulado se quiser voar!
Se quiser voar....
Pra Lua: a taxa é alta,
Pro Sol: identidade
Mas já pro seu foguete viajar pelo universo
É preciso meu carimbo dando o sim,
Sim, sim, sim.
O seu Plunct Plact Zum
Não vai a lugar nenhum!
Plunct Plact Zum
Não vai a lugar nenhum!
Tem que ser selado, registrado, carimbado
Avaliado, rotulado se quiser voar!
Se quiser voar....
Pra Lua: a taxa é alta,
Pro Sol: identidade
Mas já pro seu foguete viajar pelo universo
É preciso meu carimbo dando o sim,
Sim, sim, sim.
Plunct Plact Zum
Não vai a lugar nenhum!
Plunct Plact Zum
Não vai a lugar nenhum!
Mas ora, vejam só, já estou gostando de vocês
Aventura como essa eu nunca experimentei!
O que eu queria mesmo era ir com vocês
Mas já que eu não posso:
Boa viagem, até outra vez.
Agora...
O Plunct Plact Zum
Pode partir sem problema algum
Plunct Plact Zum
Pode partir sem problema algum
(Boa viagem, meninos.
Boa viagem).


(Raul Seixas)

25 de set. de 2006

Luar do Sertão

Não há, oh gente, oh não
Luar como esse do sertão
Não há, oh gente, oh não
Luar como esse do sertão

Oh, que saudade do luar da minha terra
Lá na serra branquejando folhas secas pelo chão
Esse luar lá da cidade tão escuro
Não tem aquela saudade do luar lá do sertão

Se a lua nasce por detrás da verde mata
Mais parece um sol de prata prateando a solidão
E a gente pega na viola que ponteia
E a canção e a lua cheia a nos nascer do coração

Não há, oh gente, oh não
Luar como esse do sertão
Não há, oh gente, oh não
Luar como esse do sertão

Coisa mais bela neste mundo não existe
Do que ouvir-se um galo triste
No sertão se faz luar

Parece até que a alma da lua é que descanta
Escondida na garganta desse galo a soluçar

Ah, quem me dera que eu morresse lá na serra
Abraçada à minha terra
E dormindo de uma vez
Ser enterrado numa grota pequenina
Onde à tarde a surunina
Chora a sua viuvez

Não há, oh gente, oh não
Luar como esse do sertão
Não há, oh gente, oh não
Luar como esse do sertão.

(João Pernambuco e Catulo da Paixão Cearense)

24 de set. de 2006

Drummond de Andrade

A UM AUSENTE

Tenho razão de sentir saudade,
tenho razão de te acusar.
Houve um pacto implícito que rompeste
e sem te despedires foste embora.
Detonaste o pacto.
Detonaste a vida geral, a comum aquiescência
de viver e explorar os rumos de obscuridade
sem prazo sem consulta sem provocação
até o limite das folhas caídas na hora de cair.

Antecipaste a hora.
Teu ponteiro enlouqueceu, enlouquecendo nossas horas.
Que poderias ter feito de mais grave
do que o ato sem continuação, o ato em si,
o ato que não ousamos nem sabemos ousar
porque depois dele não há nada?

Tenho razão para sentir saudade de ti,
de nossa convivência em falas camaradas,
simples apertar de mãos, nem isso, voz
modulando sílabas conhecidas e banais
que eram sempre certeza e segurança.

Sim, tenho saudades.
Sim, acuso-te porque fizeste
o não previsto nas leis da amizade e da natureza
nem nos deixaste sequer o direito de indagar
porque o fizeste, porque te fosteCarlos

22 de set. de 2006

Oscar Wilde

Se você não consegue entender o meu silêncio de nada irá adiantar as palavras, pois é no silêncio das minhas palavras que estão todos os meus maiores sentimentos.

21 de set. de 2006

Clarice Lispector

Rifa-se um coração
Rifa-se um coração quase novo.
Um coração idealista.
Um coração como poucos.
Um coração à moda antiga.
Um coração moleque que insiste
em pregar peças no seu usuário.
Rifa-se um coração que na realidade está um
pouco usado, meio calejado, muito machucado
e que teima em alimentar sonhos e, cultivar ilusões.
Um pouco inconseqüente que nunca desiste
de acreditar nas pessoas.
Um leviano e precipitado coração
que acha que Tim Maia
estava certo quando escreveu...
"...não quero dinheiro, eu quero amor sincero,
é isso que eu espero...".
Um idealista...Um verdadeiro sonhador...
Rifa-se um coração que nunca aprende.
Que não endurece, e mantém sempre viva a
esperança de ser feliz, sendo simples e natural.
Um coração insensato que comanda o racional
sendo louco o suficiente para se apaixonar.
Um furioso suicida que vive procurando
relações e emoções verdadeiras.
Rifa-se um coração que insiste em cometer
sempre os mesmos erros.
Esse coração que erra, briga, se expõe.
Perde o juízo por completo em nome
de causas e paixões.
Sai do sério e, às vezes revê suas posições
arrependido de palavras e gestos.
Este coração tantas vezes incompreendido.
Tantas vezes provocado.
Tantas vezes impulsivo.
Rifa-se este desequilibrado emocional
que abre sorrisos tão largos que quase dá
pra engolir as orelhas, mas que
também arranca lágrimas
e faz murchar o rosto.
Um coração para ser alugado,
ou mesmo utilizado
por quem gosta de emoções fortes.
Um órgão abestado indicado apenas para
quem quer viver intensamente
contra indicado para os que apenas pretendem
passar pela vida matando o tempo,
defendendo-se das emoções.
Rifa-se um coração tão inocente
que se mostra sem armaduras
e deixa louco o seu usuário.
Um coração que quando parar de bater
ouvirá o seu usuário dizer
para São Pedro na hora da prestação de contas:
"O Senhor pode conferir. Eu fiz tudo certo,
só errei quando coloquei sentimento.
Só fiz bobagens e me dei mal
quando ouvi este louco coração de criança
que insiste em não endurecer e,
se recusa a envelhecer"
Rifa-se um coração, ou mesmo troca-se por
outro que tenha um pouco mais de juízo.
Um órgão mais fiel ao seu usuário.
Um amigo do peito que não maltrate
tanto o ser que o abriga.
Um coração que não seja tão inconseqüente.
Rifa-se um coração cego, surdo e mudo,
mas que incomoda um bocado.
Um verdadeiro caçador de aventuras que ainda
não foi adotado, provavelmente, por se recusar
a cultivar ares selvagens ou racionais,
por não querer perder o estilo.
Oferece-se um coração vadio,
sem raça, sem pedigree.
Um simples coração humano.
Um impulsivo membro de comportamento
até meio ultrapassado.
Um modelo cheio de defeitos que,
mesmo estando fora do mercado,
faz questão de não se modernizar,
mas vez por outra,
constrange o corpo que o domina.
Um velho coração que convence
seu usuário a publicar seus segredos
e a ter a petulância de se aventurar como poeta

20 de set. de 2006

Ninguém merece!

A Loira Seqüestradora

A loira não conseguia passar no teste para emprego nenhum. Resolveu tomar uma atitude extrema para ganhar dinheiro:
- Vou seqüestrar uma criança! - (pensou!...) Com o dinheiro do resgate eu resolvo a minha vida... Ela encaminhou-se para um playground, num bairro de luxo, viu um menino muito bem vestido, puxou-o para trás da moita e foi logo escrevendo um bilhete "Querida mãe isto é um seqüestro. Estou com SEU filho". Favor deixar o resgate de R$10.000,00, amanhã, ao meio-dia, atrás da árvore do parquinho.
Ass: Loira seqüestradora!

Então ela pegou o bilhete, dobrou- o e colocou no bolso da jaqueta do menino, dizendo:
- Agora vai lá, corre e entregue esse bilhete para a sua mãe.
No dia seguinte, a loira vai até o local combinado. Encontra uma bolsa! Ela abre, encontra R$10.000,00 em dinheiro limpinho e um bilhete junto,dizendo:

- Está aí o resgate que VOCÊ me pediu. Só não me CONFORMO como uma loira pode fazer isso com outra...!!!!!!!"

18 de set. de 2006

...uma das coisas que aprendi é que se deve viver apesar de. Apesar de, se deve comer. Apesar de, se deve amar. Apesar de, se deve morrer. Inclusive muitas vezes é o próprio apesar de que nos empurra para a frente. Foi o apesar de que me deu uma angústia que insatisfeita foi a criadora de minha própria vida. Foi apesar de que parei na rua e fiquei olhando para você enquanto você esperava um táxi. E desde logo desejando você, esse teu corpo que nem sequer é bonito, mas é o corpo que eu quero. Mas quero inteiro, com a alma também...

17 de set. de 2006

Desculpem amigos jornalistas!! Mas não resisti!

O absurdo dos jornais...

FRASES PUBLICADAS EM ALGUNS JORNAIS, NOS ÚLTIMOS MESES, NO RIO DE JANEIRO

1. "A nova terapia traz esperanças a todos os que morrem de câncer a cada ano."
(Na cova?) - Jornal do Brasil

2. "Apesar da meteorologia estar em greve, o tempo esfriou ontem intensamente."
(O frio não estava filiado ao sindicato grevista.) - O GLOBO

3. "Os sete artistas compõem um trio de talento."
(Hã?) - EXTRA

4. "A vítima foi estrangulada a golpes de facão"
(uma nova modalidade de estrangulamento) - O DIA

5. "Os nossos leitores nos desculparão por esse erro indesculpável"
(De modo algum!) - O GLOBO

6. "No corredor do hospital psiquiátrico os doentes corriam como loucos"
(naturalmente....) - O DIA

7. "Ela contraiu a doença na época que ainda estava viva"
(Jura?) - JORNAL DO BRASIL

8. "Parece que ela foi morta pelo seu assassino"
(Não diga!) - EXTRA

9. "Ferido no joelho, ele perdeu a cabeça"
(Espera, onde foi o machucado mesmo?) - O DIA

10. "O acidente foi no triste e célebre Retângulo das Bermudas"
(Gente, mas até ontem era um triângulo!) - EXTRA

11. "O tribunal, após breve deliberação, foi condenado a um mês de prisão"
(E será que ele tem cela especial?) - O DIA.

12. "O velho reformado, antes de apertar o pescoço da mulher até a morte, se suicidou"
(Seria a volta dos mortos- vivos?) - O DIA

13. "A polícia e a justiça são as duas mãos de um mesmo braço"
(Que aberração!) - EXTRA

14. "Depois de algum tempo, a água corrente foi instalada no cemitério, para a satisfação dos habitantes"
(Água no além para purificar as almas...) - JORNAL DO BRASIL

15. "Há muitos redatores que, para quem veio do nada, são muito fiéis às suas origens."
(Do pó ao pó...) - O GLOBO

16. "O aumento do desemprego foi de 0% em novembro"
(Onde vamos parar desse jeito?)

7. "O presidente de honra é um jovem septuagenário de 81 anos"
(Quanta confusão!)

18. "Quatro hectares de trigo foram queimados. A princípio, trata-se de um incêndio"
(Ah, bom achei que fosse uma churrascada!)

19. "Na chegada da polícia, o cadáver se encontrava rigorosamente imóvel"
(Viu como ele é disciplinado?)

20. "O cadáver foi encontrado morto dentro do carro"
(Sem Comentários)

21. "Prefeito de interior vai dormir bem, e acorda morto."
(acorda?)

16 de set. de 2006

15 de set. de 2006

Clarice Lispector

"Minha força está na solidão. Não tenho medo nem de chuvas tempestivas nem de grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite."

14 de set. de 2006

LUA ADVERSA

Tenho fases, como a lua
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua...
Perdição da minha vida!
Perdição da vida minha!
Tenho fases de ser tua,
tenho outras de ser sozinha.

Fases que vão e vêm,
no secreto calendário
que um astrólogo arbitrário
inventou para meu uso.

E roda a melancolia
seu interminável fuso!
Não me encontro com ninguém
(tenho fases como a lua...)
No dia de alguém ser meu
não é dia de eu ser sua...
E, quando chega esse dia,
o outro desapareceu...


Cecília Meireles

13 de set. de 2006

Força Estranha

Eu ví o menino correndo, eu ví o tempo
Brincando ao redor do caminho daquele menino
Eu pus os meus pés no riacho
E acho que nunca os tirei
O sol ainda brilha na estrada
E eu nunca passei.
Eu ví a mulher preparando outra pessoa
O tempo parou pra eu olhar para aquela barriga
A vida é amiga da arte
É a parte que o sol me ensinou
O sol que atravessa essa estrada que nunca passou.

Por isso uma força me leva a cantar
Por isso essa força estranha no ar
Por isso é que eu canto
Não posso parar
Por isso essa voz tamanha.

Eu ví muitos cabelos brancos na fronte do artista
O tempo não pára e no entanto ela nunca envelhece
Aquele que conhece o jogo
Do fogo, das coisas que são
É o sol, é o tempo, é a estrada, é o pé, é o chão.

Eu ví muitos homens gritando, ouví seus gritos
Estive no fundo de cada vontade encoberta
E a coisa mais certa de todas as coisas
Não vale um caminho sob o sol
E o sol sob a estrada, é o sol sob a estrada, é o sol.

Roberto Carlos (1978)

12 de set. de 2006

O Eterno Espanto

Que haverá com a lua que sempre que a gente a olha é com o súbito espanto da primeira vez?


Mário Quintana

11 de set. de 2006

Pablo Neruda

Tu sabes como é:
se olho a lua de cristal, os galhos vermelhos do outono em minha janela,
se toco junto ao fogo as impalpáveis cinzas
no corpo retorcido da lenha,
tudo me leva a ti,
como se tudo o que existe:
aromas, luz, metais,
fossem pequenos barcos que navegam em direção às ilhas tuas que esperam por mim.

Agora, bem,
se pouco a pouco tu deixares de me querer
pararei de te querer
pouco a pouco.

Se de repente me esqueceres
não me procure,
pois já terei te esquecido.

Se consideras violento e louco o vento das bandeiras que passa por minha vida
e decidires me deixar às margens do coração no qual tenho raízes,
lembra-te
que nesta dia,
a esta hora
levantarei os braços e minhas raízes partirão em busca de outra terra.

Mas
se em cada dia,
cada hora,
sentires que a mim estás destinado com implacável doçura,
se em cada dia levantares uma flor em teus lábios para me buscares,
oh meu amor, oh minha vida,
em mim todo esse fogo se reacenderá,
em mim nada se apaga ou se esquece,
meu amor se nutre do seu, amado,
e enquanto viveres
estará em teus braços
sem deixar os meus.

10 de set. de 2006

Fernando Pessoa

Como é por dentro outra pessoa
Quem é que o saberá sonhar?
A alma de outrem é outro universo
Com que não há comunicação possível,
Com que não há verdadeiro entendimento.

Nada sabemos da alma
Senão da nossa;
As dos outros são olhares,
São gestos, são palavras,
Com a suposição de qualquer semelhança
No fundo.

9 de set. de 2006

Esses Moços

Esses moços, pobres moços
Oh! Se soubessem o que sei
Não amavam,não passavam
Aquilo que já passei
Por meu olhos, por meus sonhos
Por meu sangue, tudo enfim
É que eu peço
A esses moços
que acreditem em mim
Se eles julgam que há um lindo futuro
Só o amor nesta vida conduz
Saibam que deixam o céu por ser escuro
E vão ao inferno à procura de luz
Eu também tive nos meus belos dias
Essa mania e muito me custou
Pois só as mágoas que eu trago no peito
E estas rugas que o amor me deixou


(Lupicínio Rodrigues)

7 de set. de 2006

Uma lembrança de que o universo se encontra no lapso de segundo entre a inspiração e a expiração.

Para todos q perguntam por onde ando, aqui esta a resposta! País das Fadas - Universo Paralelo s/nº!!

6 de set. de 2006

"O sonho coloca-nos precisamente nestas condições, porque o sonho, ao reduzir o jogo das funções orgânicas, modifica especialmente a superfície de comunicação entre o eu e as coisas exteriores. Então não medimos a duração, mas sentimo-la; de quantidade passa ao estado de qualidade; a apreciação matemática do tempo transcorrido deixa de fazer-se, cedendo o lugar a um instinto confuso, capaz, como todos os instintos, de cometer grosseiros desprezos e também às vezes de proceder com uma segurança extraordinária". (H.B.)

5 de set. de 2006

Balão Mágico

Super Fantástico

Super fantástico amigo!
Que bom estar contigo
No nosso balão!

Vamos voar novamente
Cantar alegremente
Mais uma canção

Tantas crianças já sabem
Que todas elas cabem
No nosso balão

Até quem tem mais idade
Mas tem felicidade
No seu coração

Sou feliz, por isso estou aqui
Também quero viajar nesse balão!
Super fantástico!
No Balão Mágico,
O mundo fica bem mais divertido!

Sou feliz, por isso estou aqui
Também quero viajar nesse balão!

Superfantásticamente!
As músicas são asas da imaginação
É como a flor e a semente
Cantar que faz a gente
Viver a emoção

Vamos fazer a cidade
Virar felicidade
Com nossa canção
Vamos fazer essa gente
Voar alegremente
No nosso balão!

Sou feliz, por isso estou aqui
Também quero viajar nesse balão!
Super fantástico!
No Balão Mágico!
O mundo fica bem mais divertido!



A Turma Do Balão Mágico
Composição: Ignacio Ballesteros/Difelisatti/Edgard Poças

4 de set. de 2006



Rubi - nascente - Capão
foto: C.

Fernando Pessoa

"O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso, existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis."

3 de set. de 2006

"Holtelino , tloca letlas"

Olha que viajem! Encontrei agora aqui na net! Tente ler...

“3M UM D14 D3 V3R40, 3574V4 N4 PR414,
0853RV4ND0 DU45 CR14NC45 8R1NC4ND0 N4 4R314.
3L45 7R484LH4V4M MU170 C0N57RU1ND0 UM C4573L0 D3 4R314,
C0M 70RR35, P4554R3L45 3 P4554G3NS 1N73RN45.

QU4ND0 3575V4M QU453 4C484ND0,
V310 UM4 0ND4 3 D357RU1U 7UD0,
R3DU21ND0 0 C4573L0 4 UM M0N73 D3 4R314 3 35PUM4.
4CH31 QU3, D3P015 D3 74N70 35F0RC0 3 CU1D4D0,
45 CR14NC45 C41R14M N0 CH0R0.

QU3 N4D4! C0RR3R4M P3L4 PR414, FUG1ND0 D4 4GU4,
R1ND0, D3 M405 D4D45 3 C0M3C4R4M 4 C0N57RU1R 0U7R0 C4573L0.
C0MPR33ND1 QU3 H4V14 4PR3ND1D0 UM4 GR4ND3 L1C40:
G4574M05 MU170 73MP0 D4 N0554 V1D4 C0N57RU1ND0 4LGUM4 C0154,
3 M415 C3D0 0U M415 74RD3, UM4 0ND4 P0D3R4 V1R 3
D357RU1R 7UD0 0 QU3 L3V4M05 74N70 73MP0 P4R4 C0N57RU1R.

M45 QU4ND0 1550 4C0N73C3R 50M3N73 4QU3L3 QU3
73M 45 M405 D3 4LGU3M P4R4 53GUR4R,
53R4 C4P42 D3 50RR1R!!!
S0 0 QU3 P3RM4N3C3 3 4 4M124D3, 0 4M0R 3 O C4R1NH0.
0 R3570 3 F3170 D3 4R314.”

1 de set. de 2006

Pronto! Agora já era....

Eu voltei! E como estou na era digital de novo, mais uma vez... estou criando outro blog. O antigo deletei mesmo. Nem adianta procurar. Bom, como já sabem, "LOUCURA POUCA PARA MIM, É BOBAGEM"!!!