10 de fev. de 2011
8 de fev. de 2011
Metade - Ferreira Gullar
Que a força do medo que eu tenho,
não me impeça de ver o que anseio.
Que a morte de tudo o que acredito
não me tape os ouvidos e a boca.
Porque metade de mim é o que eu grito,
mas a outra metade é silêncio...
Que a música que eu ouço ao longe,
seja linda, ainda que triste...
Que a mulher que eu amo
seja para sempre amada
mesmo que distante.
Porque metade de mim é partida,
mas a outra metade é saudade.
Que as palavras que eu falo
não sejam ouvidas como prece
e nem repetidas com fervor,
apenas respeitadas,
como a única coisa que resta
a um homem inundado de sentimentos.
Porque metade de mim é o que ouço,
mas a outra metade é o que calo.
Que essa minha vontade de ir embora
se transforme na calma e na paz
que eu mereço.
E que essa tensão
que me corrói por dentro
seja um dia recompensada.
Porque metade de mim é o que eu penso,
mas a outra metade é um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste
e que o convívio comigo mesmo
se torne ao menos suportável.
Que o espelho reflita em meu rosto,
um doce sorriso,
que me lembro ter dado na infância.
Porque metade de mim
é a lembrança do que fui,
a outra metade eu não sei.
Que não seja preciso
mais do que uma simples alegria
para me fazer aquietar o espírito.
E que o teu silêncio
me fale cada vez mais.
Porque metade de mim
é abrigo, mas a outra metade é cansaço.
Que a arte nos aponte uma resposta,
mesmo que ela não saiba.
E que ninguém a tente complicar
porque é preciso simplicidade
para fazê-la florescer.
Porque metade de mim é platéia
e a outra metade é canção.
E que a minha loucura seja perdoada.
Porque metade de mim é amor,
e a outra metade...
também.
Premio Camoões 2010
não me impeça de ver o que anseio.
Que a morte de tudo o que acredito
não me tape os ouvidos e a boca.
Porque metade de mim é o que eu grito,
mas a outra metade é silêncio...
Que a música que eu ouço ao longe,
seja linda, ainda que triste...
Que a mulher que eu amo
seja para sempre amada
mesmo que distante.
Porque metade de mim é partida,
mas a outra metade é saudade.
Que as palavras que eu falo
não sejam ouvidas como prece
e nem repetidas com fervor,
apenas respeitadas,
como a única coisa que resta
a um homem inundado de sentimentos.
Porque metade de mim é o que ouço,
mas a outra metade é o que calo.
Que essa minha vontade de ir embora
se transforme na calma e na paz
que eu mereço.
E que essa tensão
que me corrói por dentro
seja um dia recompensada.
Porque metade de mim é o que eu penso,
mas a outra metade é um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste
e que o convívio comigo mesmo
se torne ao menos suportável.
Que o espelho reflita em meu rosto,
um doce sorriso,
que me lembro ter dado na infância.
Porque metade de mim
é a lembrança do que fui,
a outra metade eu não sei.
Que não seja preciso
mais do que uma simples alegria
para me fazer aquietar o espírito.
E que o teu silêncio
me fale cada vez mais.
Porque metade de mim
é abrigo, mas a outra metade é cansaço.
Que a arte nos aponte uma resposta,
mesmo que ela não saiba.
E que ninguém a tente complicar
porque é preciso simplicidade
para fazê-la florescer.
Porque metade de mim é platéia
e a outra metade é canção.
E que a minha loucura seja perdoada.
Porque metade de mim é amor,
e a outra metade...
também.
Premio Camoões 2010
13 de nov. de 2010
MEU PAI - 80 ANOS
CALMARIA, EQUILIBRIO, TRANQUILIDADE, MOVIMENTOS ESTUDADOS.
SOB ESSAS CAMADAS UMA FLAMEJANTE CURIOSIDADE, IMPULSO, VONTADE DE VIDA, POSITIVIDADE.
A ALEGRIA DO MEU PAI É A MAIOR BENÇÃO QUE ELE NOS DÁ A CADA PALAVRA.
NOSSA CRIAÇÃO FOI MOLDADA NA DEDICAÇÃO DAS NOITES EM CLARO AMENIZANDO NOSSAS DORES. FOMOS MOLDADOS POR TODOS OS CLÁSSICOS DA LITERATURA E DA MÚSICA QUE ELE TROUXE PARA DENTRO DE CASA.
O AMOR PELOS ANIMAIS E NATUREZA. E A TECNOLOGIA, AS INVENÇÕES, AS TÉCNICAS DE “FAÇA VOCÊ MESMO”.
MEU PAI NOS ENSINOU A FUGIR DAS MESQUINHESES E A SERMOS AUTRUISTAS, APAIXONADOS, INTENSOS.
SE VALE SABER, MEU PAI, SE VALE NA SUA VIDA O QUE SOMOS, O QUE VOCÊ NOS FEZ, AOS 80 ANOS TE DEVEMOS NOSSAS VIDAS.
(LUCIANA MONIZ)
SOB ESSAS CAMADAS UMA FLAMEJANTE CURIOSIDADE, IMPULSO, VONTADE DE VIDA, POSITIVIDADE.
A ALEGRIA DO MEU PAI É A MAIOR BENÇÃO QUE ELE NOS DÁ A CADA PALAVRA.
NOSSA CRIAÇÃO FOI MOLDADA NA DEDICAÇÃO DAS NOITES EM CLARO AMENIZANDO NOSSAS DORES. FOMOS MOLDADOS POR TODOS OS CLÁSSICOS DA LITERATURA E DA MÚSICA QUE ELE TROUXE PARA DENTRO DE CASA.
O AMOR PELOS ANIMAIS E NATUREZA. E A TECNOLOGIA, AS INVENÇÕES, AS TÉCNICAS DE “FAÇA VOCÊ MESMO”.
MEU PAI NOS ENSINOU A FUGIR DAS MESQUINHESES E A SERMOS AUTRUISTAS, APAIXONADOS, INTENSOS.
SE VALE SABER, MEU PAI, SE VALE NA SUA VIDA O QUE SOMOS, O QUE VOCÊ NOS FEZ, AOS 80 ANOS TE DEVEMOS NOSSAS VIDAS.
(LUCIANA MONIZ)
23 de fev. de 2010
ESSA É PARA RE FLETIR!!!
O educador Antônio Barreto, um dos maiores cordelistas da Bahia, acaba
de retornar ao Brasil com os versos mais afiados que nunca depois da
polêmica causada com o cordel "Caetano Veloso: um sujeito
alfabetizado, deselegante e preconceituoso" .
Desta vez o alvo é o anacrônico programa BBB-10 da TV Globo. Nesse
novo cordel intitulado "Big Brother Brasil, um programa imbecil" ele
não deixa pedra sobre pedra. São 25 demolidoras septilhas, estrofes de
7 versos:
Curtir o Pedro Bial
E sentir tanta alegria
É sinal de que você
O mau-gosto aprecia
Dá valor ao que é banal
É preguiçoso mental
E adora baixaria.
Há muito tempo não vejo
Um programa tão ‘fuleiro’
Produzido pela Globo
Visando Ibope e dinheiro
Que além de alienar
Vai por certo atrofiar
A mente do brasileiro.
Me refiro ao brasileiro
Que está em formação
E precisa evoluir
Através da Educação
Mas se torna um refém
Iletrado, ‘zé-ninguém’
Um escravo da ilusão.
Em frente à televisão
Lá está toda a família
Longe da realidade
Onde a bobagem fervilha
Não sabendo essa gente
Desprovida e inocente
Desta enorme ‘armadilha’.
Cuidado, Pedro Bial
Chega de esculhambação
Respeite o trabalhador
Dessa sofrida Nação
Deixe de chamar de heróis
Essas girls e esses boys
Que têm cara de bundão.
O seu pai e a sua mãe,
Querido Pedro Bial,
São verdadeiros heróis
E merecem nosso aval
Pois tiveram que lutar
Pra manter e te educar
Com esforço especial.
Muitos já se sentem mal
Com seu discurso vazio.
Pessoas inteligentes
Se enchem de calafrio
Porque quando você fala
A sua palavra é bala
A ferir o nosso brio.
Um país como Brasil
Carente de educação
Precisa de gente grande
Para dar boa lição
Mas você na rede Globo
Faz esse papel de bobo
Enganando a Nação.
Respeite, Pedro Bial
Nosso povo brasileiro
Que acorda de madrugada
E trabalha o dia inteiro
Dar muito duro, anda rouco
Paga impostos, ganha pouco:
Povo HERÓI, povo guerreiro.
Enquanto a sociedade
Neste momento atual
Se preocupa com a crise
Econômica e social
Você precisa entender
Que queremos aprender
Algo sério – não banal.
Esse programa da Globo
Vem nos mostrar sem engano
Que tudo que ali ocorre
Parece um zoológico humano
Onde impera a esperteza
A malandragem, a baixeza:
Um cenário sub-humano.
A moral e a inteligência
Não são mais valorizadas.
Os “heróis” protagonizam
Um mundo de palhaçadas
Sem critério e sem ética
Em que vaidade e estética
São muito mais que louvadas.
Não se vê força poética
Nem projeto educativo.
Um mar de vulgaridade
Já tornou-se imperativo.
O que se vê realmente
É um programa deprimente
Sem nenhum objetivo.
Talvez haja objetivo
“professor”, Pedro Bial
O que vocês tão querendo
É injetar o banal
Deseducando o Brasil
Nesse Big Brother vil
De lavagem cerebral.
Isso é um desserviço
Mal exemplo à juventude
Que precisa de esperança
Educação e atitude
Porém a mediocridade
Unida à banalidade
Faz com que ninguém estude.
É grande o constrangimento
De pessoas confinadas
Num espaço luxuoso
Curtindo todas baladas:
Corpos “belos” na piscina
A gastar adrenalina:
Nesse mar de palhaçadas.
Se a intenção da Globo
É de nos “emburrecer”
Deixando o povo demente
Refém do seu poder:
Pois saiba que a exceção
(Amantes da educação)
Vai contestar a valer.
A você, Pedro Bial
Um mercador da ilusão
Junto a poderosa Globo
Que conduz nossa Nação
Eu lhe peço esse favor:
Reflita no seu labor
E escute seu coração.
E vocês caros irmãos
Que estão nessa cegueira
Não façam mais ligações
Apoiando essa besteira.
Não dêem sua grana à Globo
Isso é papel de bobo:
Fujam dessa baboseira.
E quando chegar ao fim
Desse Big Brother vil
Que em nada contribui
Para o povo varonil
Ninguém vai sentir saudade:
Quem lucra é a sociedade
Do nosso querido Brasil.
E saiba, caro leitor
Que nós somos os culpados
Porque sai do nosso bolso
Esses milhões desejados
Que são ligações diárias
Bastante desnecessárias
Pra esses desocupados.
A loja do BBB
Vendendo só porcaria
Enganando muita gente
Que logo se contagia
Com tanta futilidade
Um mar de vulgaridade
Que nunca terá valia.
Chega de vulgaridade
E apelo sexual.
Não somos só futebol,
baixaria e carnaval.
Queremos Educação
E também evolução
No mundo espiritual.
Cadê a cidadania
Dos nossos educadores
Dos alunos, dos políticos
Poetas, trabalhadores?
Seremos sempre enganados
e vamos ficar calados
diante de enganadores?
Barreto termina assim
Alertando ao Bial:
Reveja logo esse equívoco
Reaja à força do mal…
Eleve o seu coração
Tomando uma decisão
Ou então: siga, animal…
FIM
Salvador, 16 de janeiro de 2010.
* * *
Antonio Barreto nasceu nas caatingas do sertão baiano, Santa Bárbara, na Bahia.
É autor de um dos mais recentes e estrondosos sucessos da Internet, o
cordel Caetano Veloso: um sujeito alfabetizado, deselegante e
preconceituoso.
Professor, poeta e cordelista. Amante da cultura popular, dos livros,
da natureza, da poesia e das pessoas que vieram ao Planeta Azul para
evoluir espiritualmente.
Graduado em Letras Vernáculas e pós graduado em Psicopedagogia e
Literatura Brasileira.
Seu terceiro livro de poemas, Flores de Umburana, foi publicado em
dezembro de 2006 pelo Selo Letras da Bahia.
Possui incontáveis trabalhos em jornais, revistas e antologias, com
mais de 100 folhetos de cordel publicados sobre temas ligados à
Educação, problemas sociais, futebol, humor e pesquisa, além de vários
títulos ainda inéditos.
Antonio Barreto também compõe músicas na temática regional: toadas,
xotes e baiões.
de retornar ao Brasil com os versos mais afiados que nunca depois da
polêmica causada com o cordel "Caetano Veloso: um sujeito
alfabetizado, deselegante e preconceituoso" .
Desta vez o alvo é o anacrônico programa BBB-10 da TV Globo. Nesse
novo cordel intitulado "Big Brother Brasil, um programa imbecil" ele
não deixa pedra sobre pedra. São 25 demolidoras septilhas, estrofes de
7 versos:
Curtir o Pedro Bial
E sentir tanta alegria
É sinal de que você
O mau-gosto aprecia
Dá valor ao que é banal
É preguiçoso mental
E adora baixaria.
Há muito tempo não vejo
Um programa tão ‘fuleiro’
Produzido pela Globo
Visando Ibope e dinheiro
Que além de alienar
Vai por certo atrofiar
A mente do brasileiro.
Me refiro ao brasileiro
Que está em formação
E precisa evoluir
Através da Educação
Mas se torna um refém
Iletrado, ‘zé-ninguém’
Um escravo da ilusão.
Em frente à televisão
Lá está toda a família
Longe da realidade
Onde a bobagem fervilha
Não sabendo essa gente
Desprovida e inocente
Desta enorme ‘armadilha’.
Cuidado, Pedro Bial
Chega de esculhambação
Respeite o trabalhador
Dessa sofrida Nação
Deixe de chamar de heróis
Essas girls e esses boys
Que têm cara de bundão.
O seu pai e a sua mãe,
Querido Pedro Bial,
São verdadeiros heróis
E merecem nosso aval
Pois tiveram que lutar
Pra manter e te educar
Com esforço especial.
Muitos já se sentem mal
Com seu discurso vazio.
Pessoas inteligentes
Se enchem de calafrio
Porque quando você fala
A sua palavra é bala
A ferir o nosso brio.
Um país como Brasil
Carente de educação
Precisa de gente grande
Para dar boa lição
Mas você na rede Globo
Faz esse papel de bobo
Enganando a Nação.
Respeite, Pedro Bial
Nosso povo brasileiro
Que acorda de madrugada
E trabalha o dia inteiro
Dar muito duro, anda rouco
Paga impostos, ganha pouco:
Povo HERÓI, povo guerreiro.
Enquanto a sociedade
Neste momento atual
Se preocupa com a crise
Econômica e social
Você precisa entender
Que queremos aprender
Algo sério – não banal.
Esse programa da Globo
Vem nos mostrar sem engano
Que tudo que ali ocorre
Parece um zoológico humano
Onde impera a esperteza
A malandragem, a baixeza:
Um cenário sub-humano.
A moral e a inteligência
Não são mais valorizadas.
Os “heróis” protagonizam
Um mundo de palhaçadas
Sem critério e sem ética
Em que vaidade e estética
São muito mais que louvadas.
Não se vê força poética
Nem projeto educativo.
Um mar de vulgaridade
Já tornou-se imperativo.
O que se vê realmente
É um programa deprimente
Sem nenhum objetivo.
Talvez haja objetivo
“professor”, Pedro Bial
O que vocês tão querendo
É injetar o banal
Deseducando o Brasil
Nesse Big Brother vil
De lavagem cerebral.
Isso é um desserviço
Mal exemplo à juventude
Que precisa de esperança
Educação e atitude
Porém a mediocridade
Unida à banalidade
Faz com que ninguém estude.
É grande o constrangimento
De pessoas confinadas
Num espaço luxuoso
Curtindo todas baladas:
Corpos “belos” na piscina
A gastar adrenalina:
Nesse mar de palhaçadas.
Se a intenção da Globo
É de nos “emburrecer”
Deixando o povo demente
Refém do seu poder:
Pois saiba que a exceção
(Amantes da educação)
Vai contestar a valer.
A você, Pedro Bial
Um mercador da ilusão
Junto a poderosa Globo
Que conduz nossa Nação
Eu lhe peço esse favor:
Reflita no seu labor
E escute seu coração.
E vocês caros irmãos
Que estão nessa cegueira
Não façam mais ligações
Apoiando essa besteira.
Não dêem sua grana à Globo
Isso é papel de bobo:
Fujam dessa baboseira.
E quando chegar ao fim
Desse Big Brother vil
Que em nada contribui
Para o povo varonil
Ninguém vai sentir saudade:
Quem lucra é a sociedade
Do nosso querido Brasil.
E saiba, caro leitor
Que nós somos os culpados
Porque sai do nosso bolso
Esses milhões desejados
Que são ligações diárias
Bastante desnecessárias
Pra esses desocupados.
A loja do BBB
Vendendo só porcaria
Enganando muita gente
Que logo se contagia
Com tanta futilidade
Um mar de vulgaridade
Que nunca terá valia.
Chega de vulgaridade
E apelo sexual.
Não somos só futebol,
baixaria e carnaval.
Queremos Educação
E também evolução
No mundo espiritual.
Cadê a cidadania
Dos nossos educadores
Dos alunos, dos políticos
Poetas, trabalhadores?
Seremos sempre enganados
e vamos ficar calados
diante de enganadores?
Barreto termina assim
Alertando ao Bial:
Reveja logo esse equívoco
Reaja à força do mal…
Eleve o seu coração
Tomando uma decisão
Ou então: siga, animal…
FIM
Salvador, 16 de janeiro de 2010.
* * *
Antonio Barreto nasceu nas caatingas do sertão baiano, Santa Bárbara, na Bahia.
É autor de um dos mais recentes e estrondosos sucessos da Internet, o
cordel Caetano Veloso: um sujeito alfabetizado, deselegante e
preconceituoso.
Professor, poeta e cordelista. Amante da cultura popular, dos livros,
da natureza, da poesia e das pessoas que vieram ao Planeta Azul para
evoluir espiritualmente.
Graduado em Letras Vernáculas e pós graduado em Psicopedagogia e
Literatura Brasileira.
Seu terceiro livro de poemas, Flores de Umburana, foi publicado em
dezembro de 2006 pelo Selo Letras da Bahia.
Possui incontáveis trabalhos em jornais, revistas e antologias, com
mais de 100 folhetos de cordel publicados sobre temas ligados à
Educação, problemas sociais, futebol, humor e pesquisa, além de vários
títulos ainda inéditos.
Antonio Barreto também compõe músicas na temática regional: toadas,
xotes e baiões.
3 de nov. de 2009
Uma Prova De Amor
Manda que eu faço chover,
pede que eu mando parar,
manda que eu faço de tudo meu amor pra te agradar.
Uma prova de amor ...
Uma prova de amor eu dou se você quiser,
uma prova de amor eu dou se preciso for,
uma prova de amor eu dou quem sabe assim,
você vê todo bem que tem dentro de mim.
Uma prova de amor pra ver sua razão,
aprender a se curvar pro coração.
Faço tudo pra ter você por perto,
faço tudo pra ser merecedor,
eu tiro até água do deserto,
o meu coração está tão certo,
que vai ser o dono desse amor.
Existia um vazio em minha vida,
existia tristeza em meu olhar,
eu era uma folha solta ao vento,
sem vida sem cor sem sentimento,
até seu perfume me alcançar.
Manda que eu faço chover,
pede que eu mando parar,
manda que eu faço de tudo meu amor pra te agradar.
Manda que eu faço chover,
pede que eu mando parar,
manda que eu faço de tudo só pra não te ver chorar.
| Zeca Pagodinho |
pede que eu mando parar,
manda que eu faço de tudo meu amor pra te agradar.
Uma prova de amor ...
Uma prova de amor eu dou se você quiser,
uma prova de amor eu dou se preciso for,
uma prova de amor eu dou quem sabe assim,
você vê todo bem que tem dentro de mim.
Uma prova de amor pra ver sua razão,
aprender a se curvar pro coração.
Faço tudo pra ter você por perto,
faço tudo pra ser merecedor,
eu tiro até água do deserto,
o meu coração está tão certo,
que vai ser o dono desse amor.
Existia um vazio em minha vida,
existia tristeza em meu olhar,
eu era uma folha solta ao vento,
sem vida sem cor sem sentimento,
até seu perfume me alcançar.
Manda que eu faço chover,
pede que eu mando parar,
manda que eu faço de tudo meu amor pra te agradar.
Manda que eu faço chover,
pede que eu mando parar,
manda que eu faço de tudo só pra não te ver chorar.
| Zeca Pagodinho |
14 de out. de 2009
DEFICIÊNCIAS
“DEFICIENTE” é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.
“LOUCO” é quem não procura ser feliz com o que possui.
“CEGO” é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.
“SURDO” é aquele que não tem tempo de ouvir o desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois esta sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.
“MUDO” é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.
“PARALITICO” é aquele que não consegue andar na direção daqueles que precisam de ajuda.
“DIABETICO” é quem não consegue ser doce.
“ANÃO” é quem não sabe deixar o amor crescer. E finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois;
“MISERÁVEIS” são todos que não conseguem falar com Deus, nem servir a ele.
(Mário Quintana)
(Colaboração: Suzana Matos)
“LOUCO” é quem não procura ser feliz com o que possui.
“CEGO” é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.
“SURDO” é aquele que não tem tempo de ouvir o desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois esta sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.
“MUDO” é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.
“PARALITICO” é aquele que não consegue andar na direção daqueles que precisam de ajuda.
“DIABETICO” é quem não consegue ser doce.
“ANÃO” é quem não sabe deixar o amor crescer. E finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois;
“MISERÁVEIS” são todos que não conseguem falar com Deus, nem servir a ele.
(Mário Quintana)
(Colaboração: Suzana Matos)
17 de set. de 2009
Verdade!
Verdade
Descobri que te amo demais
Descobri em você minha paz
Descobri sem querer a vida
Verdade!...
Prá ganhar teu amor fiz mandinga
Fui a ginga de um bom capoeira
Dei rasteira na sua emoção
Com o seu coração fiz zueira...
Fui a beira do rio e você
Com uma ceia com pão
Vinho e flor
Uma luz prá guiar sua estrada
A entrega perfeita do amor
Verdade!...
Descobri que te amo demais
Descobri em você minha paz
Descobri sem querer a vida
Verdade!
Como negar essa linda emoção
Que tanto bem fez pro meu coração
E a minha paixão adormecida...
Meu amor, meu amor, incendeia
Nossa cama parece uma teia
Teu olhar uma luz que clareia
Meu caminho tal qual, lua cheia...
Eu nem posso pensar te perder
Ai de mim esse amor terminar
Sem você minha felicidade
Morreria de tanto penar
Verdade!...
Descobri que te amo demais
Descobri em você minha paz
Descobri sem querer a vida
Verdade!
Como negar essa linda emoção
Que tanto bem fez pro meu coração
E a minha paixão adormecida...
Composição: Nelson Rufino / Carlinhos Santana
Descobri que te amo demais
Descobri em você minha paz
Descobri sem querer a vida
Verdade!...
Prá ganhar teu amor fiz mandinga
Fui a ginga de um bom capoeira
Dei rasteira na sua emoção
Com o seu coração fiz zueira...
Fui a beira do rio e você
Com uma ceia com pão
Vinho e flor
Uma luz prá guiar sua estrada
A entrega perfeita do amor
Verdade!...
Descobri que te amo demais
Descobri em você minha paz
Descobri sem querer a vida
Verdade!
Como negar essa linda emoção
Que tanto bem fez pro meu coração
E a minha paixão adormecida...
Meu amor, meu amor, incendeia
Nossa cama parece uma teia
Teu olhar uma luz que clareia
Meu caminho tal qual, lua cheia...
Eu nem posso pensar te perder
Ai de mim esse amor terminar
Sem você minha felicidade
Morreria de tanto penar
Verdade!...
Descobri que te amo demais
Descobri em você minha paz
Descobri sem querer a vida
Verdade!
Como negar essa linda emoção
Que tanto bem fez pro meu coração
E a minha paixão adormecida...
Composição: Nelson Rufino / Carlinhos Santana
15 de set. de 2009
Vivendo em Paz
Quem se salva nessa brasa, quem acende um fogo novo
Cruza a crise, colhe a calma
Alegra a alma desse povo
Vive em paz e harmonia
Abre a porta da alegria
Amor, meu amor, minha vida
Meu sonho, meu caso
Te amo, te adoro, contigo eu me caso
Agora aqui fora ou dentro de nós
Na dança, na lança, na tranca
Trocando carícias
Cantando ou calados
Curtindo delícias
Querendo, sabendo, vivendo em paz
Composição: Tuzé de Abreu
Cruza a crise, colhe a calma
Alegra a alma desse povo
Vive em paz e harmonia
Abre a porta da alegria
Amor, meu amor, minha vida
Meu sonho, meu caso
Te amo, te adoro, contigo eu me caso
Agora aqui fora ou dentro de nós
Na dança, na lança, na tranca
Trocando carícias
Cantando ou calados
Curtindo delícias
Querendo, sabendo, vivendo em paz
Composição: Tuzé de Abreu
1 de set. de 2009
"...corre nas veias o sangue velho dos avós..."
Está aí pessoal!
Para todos que me fazem mil perguntas sobre meus ascendentes, a carta do primo Luiz esclarece um pouco. Como todos vocês sabem, não lembro nem mesmo meu próprio nome. Resolvi deixar essas informações aqui para que leiam e me digam de onde venho. Apesar de que, continuo sendo só Kiki.
Haja informação! Luiz você é incrível!
“Prezados Primos,
Alguns parentes ultimamente vêm dando ênfase ao Aragão, como apelido da família.
Permitam-me, porém, ponderar que o nome principal e nobre da família não é Aragão. É Moniz, tanto como Barreto e Menezes, famílias que descendem de Dom Egas Moniz, pertencente ao clã de Riba Douro e aio do rei Afonso Henriques, fundador do reino de Portugal.
É necessário também saber que, até o século XIX, tanto em Portugal quanto no Brasil, o apelido paterno precedia o materno, como ainda soe ocorrer na Espanha e nos países hipano-americano. Daí que Moniz sempre precede Barro, Menezes e Aragão.
Também não havia registro, apenas certificado de batismo, do qual somente constava o primeiro nome próprio, permitindo que a pessoa posteriormente pudesse adotar e usar qualquer apelido da família, de antepassados, fosse do pai fosse da mãe.
Aragão, que é um toponímico e existem várias família com esse apelido (inclusive a do cômico Renato Aragão) só passou a ser usado pela família a partir da segunda metade do século XVIII, depois de Barreto.
Nosso antepassado, meu quinto-avô, passou a assinar Antônio Moniz Barreto de Aragão de Sousa e Menezes. Depois, mais tarde, alguns começaram a reduzir para Moniz Barreto de Aragão, Moniz Sodré de Aragão, e daí muitos abreviaram para Moniz de Aragão, apelido muito bonito. Esse Aragão provém de Baltazar de Aragão, que foi capitão-mor da Bahia e ex-governador de Angola, onde era conhecido como “Bangala” e cometia atrocidades com os negros. Morreu em naufrágio combatendo
Com respeito à família Moniz no Brasil, sucintamente, dou-lhes algumas informações e envio-lhes, como anexo, uma árvore genealógica, que ainda precisa de algumas correções.
Vasco Martins Moniz, que passou do Algarve para a ilha da Madeira, houve de Aldonça Cabral vários filhos, entre os quais Diogo Moniz Barreto, que acompanhou Tomé de Souza à Bahia, em 1549, e foi o primeiro alcaide-mor de Salvador, e do 3° casamento, com Joana Teixeira, filha de Lançarote Teixeira, nasceram outros, entre os quais, Egas Moniz Barreto, que passou para a Bahia, em 1563, e recebeu do governador Mem de Sá uma sesmaria na Ilha dos Franceses.
Egas Moniz Barreto faleceu em 4 de novembro de 1582. Este é o tronco da família e houve de Ana Soares os seguintes filhos:
1. Duarte Moniz Barreto, nascido em Machico e casado com Helena de Melo e Vasconcellos, foi o segundo alcaide-mor de Salvador, função que herdou do seu tio Diogo Moniz Barreto. Faleceu em 10 de janeiro de 1618, c.g.
2. Henrique ou Anrique Moniz Barreto, casado a primeira vez com Luiza Soares e a segunda, com Leonor Antunes, cristã-nova, tendo sucessão de ambos os matrimônios. Mas, se há descendentes diretos, não se sabe.
3. Inês Moniz barreto, casada com Diogo da Rocha Sá, tendo sucessão.
4. Jerônimo Moniz Barreto, casado com Mécia Lobo de Mendonça..
5. Diogo Moniz Barreto, que também nasceu na ilha de Machico e faleceu solteiro em Salvador.
Do casamento de Jerônimo Moniz Barreto, o quarto gênito, com Mécia Lobo de Mendonça é que provém à numerosa família Moniz que se desenvolveu na Bahie e se espalhou pelo Brasil.
Jerônimo Moniz Barreto e Mécia Lobo de Mendonça foram os pais de
Egas Moniz Barreto, casado com Águeda de Lemos Palha, pais de
Francisco Moniz Barreto, casado com Isabel de Aragão de Sousa, pais de
Egas Moniz Barreto de Menezes, casado Inês Tereza Barbalho Bezerra, pais de
Antônio Ferreira de Sousa (teve o nome do avô materno), casado com sua prima Isabel Moniz Barreto de Menezes, pais de
Egas Carlos de Sousa Moniz Barreto de Menezes, casado com Maria Francisca de Aragão e Menezes (também da família Moniz), pais de
Antônio Moniz Barreto de Aragão de Sousa e Menezes casado com Francisca Zeferina Teodora Coelho Ferreira do Vale Faria , pais de
1. Antônio Moniz de Sousa Barreto de Aragão (1784-1812), casado com Ana Joaquina dos Prazeres Bandeira e falecido em 1860, sem sucessão.
2. José Joaquim Moniz Barreto de Aragão de Sousa e Menezes, Barão de Itapororoca (1785-1834), casado com Josefa Joaquina Gomes Ferrão de de Castelo Branco.
3. Salvador Moniz Barreto de Aragão de Sousa e Menezes, Barão de Paraguaçu (1789-1865), casado com Teresa Clara do Nascimento Vianna, gêmeo de
4. Manuel Inácio Moniz Barreto de Aragão de Sousa e Menezes (1789-1865), casado com Francisca de Assis Vianna, pais de Francisca de Assis Vianna Moniz Barreto de Aragão de Aragão (Francisca de Assis Vianna Moniz Bandeira ao casar com seu primo materno Custódio Ferreira de Vianna Bandeira), Baronesa de Alenquer (1824-1897).
5. Maria Luiza Moniz Barreto de Aragão (1791-1820), casada com José Rodrigues de Figueiredo, do qual houve um único filho, falecido solteiro.
A varonia de Jerônimo Moniz Barreto, filho de Egas Moniz Barreto, “homem bom” de Machico, fidalgo da Casa Real, existe até hoje. Dele é que descendem os Moniz Barreto de Aragão, Moniz de Aragão, Moniz Sodré, Moniz Bandeira, Moniz Vianna, todos primos, através de sucessivo casamentos endogâmicos, entre filhos e filhas de seis ou sete famílias (Bandeira, Bulcão, Vicente Vianna, Pires de Carvalho e Albuquerque, Sodré, Argollo), proprietárias de vários engenhos no Recôncavo da Bahia.
Existe ainda a varonia de Otaviano Moniz Barreto, descendente de Francisco Moniz Barreto, que passou para a Bahia em 1679 e se casou com Isabel Barreto de Menezes, filha de Jerônimo Moniz Barreto, do ramo que já se encontrava na Bahia desde o século XVI, e de Tereza Ferreira de Sousa. Desse ramo descenderam o Brigadeiro Domingos Alves Branco Moniz Barreto e Joaquim Francisco Alves Branco Moniz Barreto, proprietário do Correio Mercantil, cujo filho, Jarbas, passou para a Argentina, com o cunhado, o Ministro Plenipotenciário Francisco Otaviano de Almeida Rosa, e lá se casou, dando origem a um ramo que espanholizou o nome e se assina Muñiz Barreto.
Sou descendente três vezes do Barão de Itapororoca, José Joaquim Moniz Barreto de Aragão de Sousa e Menezes: duas pelo lado de meu pai e uma, pelo lado de minha mãe. Descendo também do seu irmão Manuel Inácio Moniz Barreto de Aragão de Sousa e Menezes, pai da Baronesa de Alenquer, Francisca de Assis Vianna Moniz Barreto de Aragão (Francisca de Assis Vianna Moniz Bandeira depois de casar seu primo materno Custódio Ferreira de Vianna Bandeira), minha trisavô paterna e cujo apelido eu mantenho.
Com um abraço, Luiz Alberto”
Prof. Dr. Dr. h. c. Luiz Alberto de Vianna Moniz Bandeira
Para todos que me fazem mil perguntas sobre meus ascendentes, a carta do primo Luiz esclarece um pouco. Como todos vocês sabem, não lembro nem mesmo meu próprio nome. Resolvi deixar essas informações aqui para que leiam e me digam de onde venho. Apesar de que, continuo sendo só Kiki.
Haja informação! Luiz você é incrível!
“Prezados Primos,
Alguns parentes ultimamente vêm dando ênfase ao Aragão, como apelido da família.
Permitam-me, porém, ponderar que o nome principal e nobre da família não é Aragão. É Moniz, tanto como Barreto e Menezes, famílias que descendem de Dom Egas Moniz, pertencente ao clã de Riba Douro e aio do rei Afonso Henriques, fundador do reino de Portugal.
É necessário também saber que, até o século XIX, tanto em Portugal quanto no Brasil, o apelido paterno precedia o materno, como ainda soe ocorrer na Espanha e nos países hipano-americano. Daí que Moniz sempre precede Barro, Menezes e Aragão.
Também não havia registro, apenas certificado de batismo, do qual somente constava o primeiro nome próprio, permitindo que a pessoa posteriormente pudesse adotar e usar qualquer apelido da família, de antepassados, fosse do pai fosse da mãe.
Aragão, que é um toponímico e existem várias família com esse apelido (inclusive a do cômico Renato Aragão) só passou a ser usado pela família a partir da segunda metade do século XVIII, depois de Barreto.
Nosso antepassado, meu quinto-avô, passou a assinar Antônio Moniz Barreto de Aragão de Sousa e Menezes. Depois, mais tarde, alguns começaram a reduzir para Moniz Barreto de Aragão, Moniz Sodré de Aragão, e daí muitos abreviaram para Moniz de Aragão, apelido muito bonito. Esse Aragão provém de Baltazar de Aragão, que foi capitão-mor da Bahia e ex-governador de Angola, onde era conhecido como “Bangala” e cometia atrocidades com os negros. Morreu em naufrágio combatendo
Com respeito à família Moniz no Brasil, sucintamente, dou-lhes algumas informações e envio-lhes, como anexo, uma árvore genealógica, que ainda precisa de algumas correções.
Vasco Martins Moniz, que passou do Algarve para a ilha da Madeira, houve de Aldonça Cabral vários filhos, entre os quais Diogo Moniz Barreto, que acompanhou Tomé de Souza à Bahia, em 1549, e foi o primeiro alcaide-mor de Salvador, e do 3° casamento, com Joana Teixeira, filha de Lançarote Teixeira, nasceram outros, entre os quais, Egas Moniz Barreto, que passou para a Bahia, em 1563, e recebeu do governador Mem de Sá uma sesmaria na Ilha dos Franceses.
Egas Moniz Barreto faleceu em 4 de novembro de 1582. Este é o tronco da família e houve de Ana Soares os seguintes filhos:
1. Duarte Moniz Barreto, nascido em Machico e casado com Helena de Melo e Vasconcellos, foi o segundo alcaide-mor de Salvador, função que herdou do seu tio Diogo Moniz Barreto. Faleceu em 10 de janeiro de 1618, c.g.
2. Henrique ou Anrique Moniz Barreto, casado a primeira vez com Luiza Soares e a segunda, com Leonor Antunes, cristã-nova, tendo sucessão de ambos os matrimônios. Mas, se há descendentes diretos, não se sabe.
3. Inês Moniz barreto, casada com Diogo da Rocha Sá, tendo sucessão.
4. Jerônimo Moniz Barreto, casado com Mécia Lobo de Mendonça..
5. Diogo Moniz Barreto, que também nasceu na ilha de Machico e faleceu solteiro em Salvador.
Do casamento de Jerônimo Moniz Barreto, o quarto gênito, com Mécia Lobo de Mendonça é que provém à numerosa família Moniz que se desenvolveu na Bahie e se espalhou pelo Brasil.
Jerônimo Moniz Barreto e Mécia Lobo de Mendonça foram os pais de
Egas Moniz Barreto, casado com Águeda de Lemos Palha, pais de
Francisco Moniz Barreto, casado com Isabel de Aragão de Sousa, pais de
Egas Moniz Barreto de Menezes, casado Inês Tereza Barbalho Bezerra, pais de
Antônio Ferreira de Sousa (teve o nome do avô materno), casado com sua prima Isabel Moniz Barreto de Menezes, pais de
Egas Carlos de Sousa Moniz Barreto de Menezes, casado com Maria Francisca de Aragão e Menezes (também da família Moniz), pais de
Antônio Moniz Barreto de Aragão de Sousa e Menezes casado com Francisca Zeferina Teodora Coelho Ferreira do Vale Faria , pais de
1. Antônio Moniz de Sousa Barreto de Aragão (1784-1812), casado com Ana Joaquina dos Prazeres Bandeira e falecido em 1860, sem sucessão.
2. José Joaquim Moniz Barreto de Aragão de Sousa e Menezes, Barão de Itapororoca (1785-1834), casado com Josefa Joaquina Gomes Ferrão de de Castelo Branco.
3. Salvador Moniz Barreto de Aragão de Sousa e Menezes, Barão de Paraguaçu (1789-1865), casado com Teresa Clara do Nascimento Vianna, gêmeo de
4. Manuel Inácio Moniz Barreto de Aragão de Sousa e Menezes (1789-1865), casado com Francisca de Assis Vianna, pais de Francisca de Assis Vianna Moniz Barreto de Aragão de Aragão (Francisca de Assis Vianna Moniz Bandeira ao casar com seu primo materno Custódio Ferreira de Vianna Bandeira), Baronesa de Alenquer (1824-1897).
5. Maria Luiza Moniz Barreto de Aragão (1791-1820), casada com José Rodrigues de Figueiredo, do qual houve um único filho, falecido solteiro.
A varonia de Jerônimo Moniz Barreto, filho de Egas Moniz Barreto, “homem bom” de Machico, fidalgo da Casa Real, existe até hoje. Dele é que descendem os Moniz Barreto de Aragão, Moniz de Aragão, Moniz Sodré, Moniz Bandeira, Moniz Vianna, todos primos, através de sucessivo casamentos endogâmicos, entre filhos e filhas de seis ou sete famílias (Bandeira, Bulcão, Vicente Vianna, Pires de Carvalho e Albuquerque, Sodré, Argollo), proprietárias de vários engenhos no Recôncavo da Bahia.
Existe ainda a varonia de Otaviano Moniz Barreto, descendente de Francisco Moniz Barreto, que passou para a Bahia em 1679 e se casou com Isabel Barreto de Menezes, filha de Jerônimo Moniz Barreto, do ramo que já se encontrava na Bahia desde o século XVI, e de Tereza Ferreira de Sousa. Desse ramo descenderam o Brigadeiro Domingos Alves Branco Moniz Barreto e Joaquim Francisco Alves Branco Moniz Barreto, proprietário do Correio Mercantil, cujo filho, Jarbas, passou para a Argentina, com o cunhado, o Ministro Plenipotenciário Francisco Otaviano de Almeida Rosa, e lá se casou, dando origem a um ramo que espanholizou o nome e se assina Muñiz Barreto.
Sou descendente três vezes do Barão de Itapororoca, José Joaquim Moniz Barreto de Aragão de Sousa e Menezes: duas pelo lado de meu pai e uma, pelo lado de minha mãe. Descendo também do seu irmão Manuel Inácio Moniz Barreto de Aragão de Sousa e Menezes, pai da Baronesa de Alenquer, Francisca de Assis Vianna Moniz Barreto de Aragão (Francisca de Assis Vianna Moniz Bandeira depois de casar seu primo materno Custódio Ferreira de Vianna Bandeira), minha trisavô paterna e cujo apelido eu mantenho.
Com um abraço, Luiz Alberto”
Prof. Dr. Dr. h. c. Luiz Alberto de Vianna Moniz Bandeira
18 de ago. de 2009
Isso que é receita!
MOQUECA DE CHICO*
Cumpre, como primeira providencia, arrumar um agdá (panela de barro) grande e dois quilos de peixe, cortados em postas. Este deve ser, de preferência, com escamas e carne branca, a exemplo de robalo, badejo (ou mero) e pescada. Lava-se o peixe com água corrente, retirando os resíduos de vísceras. Em seguida, com limão, bem lavadinho para não deixar murrinha, que pode arruinar o gosto de qualquer moqueca de respeito. Deixa-se o peixe, já duplamente lavado, descansando.
Providencia-se o tempero. Joga-se num liquidificador, ou triturador, a despeito dos puristas: um molhe de coentro lavado e cortadinho, um molhe de cebolinha, idem, dois ou três dentes de alho, um pedaço de gengibre, também cortado em pequenos pedaços. Para não quebrar a máquina e garantir o gosto e a sustança, adiciona-se sal, azeite doce, a gosto, e espreme-se dois ou três limões graúdos e taludos. Bate a zorra toda, resultando num liquido verde, meio pastoso, com cheiro e sabor que, quem sabe, logo vê a distinção.
No fundo do agdá, derrama-se um fio de azeite doce, para evitar grudar. Monta-se uma camada composta de rodelas de tomates (maduro e verde), cebolas (gosto do gosto meio doce da roxa) e pimentão verde. Apos derramar azeite doce e sal nas verduras, essa cama esta pronta para receber o soberano peixe.
Sem frescura, ajeita-se cada posta do marítimo em uma mão espalmada e, com os dedos da outra, besunta-se o tempero em ambos os lados. Feito isso, e bem feito, pois a mão também foi temperada na virilha, deita-se a posta na cama feita no agdá. Repete-se a operação quantas vezes necessárias, com esmero e rigor. Findo o peixe no seu leito, só resta cobri-lo com um cobertor de rodelas dos mesmos tomates, cebolas e pimentões, azeite doce e sal. Quem quiser, puder e tiver fiofó seguro, inclua na panela algumas pimentas, malagueta (perigosa!) ou de cheiro. Deixe algum tempo, o disponível, marinando, para pegar gosto e simpatia. Com a fome chegando, tá na hora de tocar fogo na Babilônia.
O fogo não pode ser alto, mesmo sendo o período longo. Afinal, apressado come cru. Após quarenta minutos, não esqueça do azeite, nesse caso de dendê. Quantidade a gosto, mas sem exagero, para não contaminar tudo com o gosto forte do cor de cobre. Leve à mesa com o agdá fervendo e sai de baixo que lá vai a zorra.
Serve-se com arroz branco e farinha de mandioca branca, que deve ser despejada por cima do caldo, fazendo um pirão in loco. Alternativamente, caso haja pratos de barro em quantidade suficiente, pode-se servir neles com dois dedos de água fervendo, em cima da qual se joga farinha e caldo da moqueca.
* Conta a lenda que, para temperar esse prato, deve-se dormir com a mão na própria virilha, se for mulher, ou na virilha da mulher, se for homem. Para as outras sexualidades não existem recomendações, ainda.
Cumpre, como primeira providencia, arrumar um agdá (panela de barro) grande e dois quilos de peixe, cortados em postas. Este deve ser, de preferência, com escamas e carne branca, a exemplo de robalo, badejo (ou mero) e pescada. Lava-se o peixe com água corrente, retirando os resíduos de vísceras. Em seguida, com limão, bem lavadinho para não deixar murrinha, que pode arruinar o gosto de qualquer moqueca de respeito. Deixa-se o peixe, já duplamente lavado, descansando.
Providencia-se o tempero. Joga-se num liquidificador, ou triturador, a despeito dos puristas: um molhe de coentro lavado e cortadinho, um molhe de cebolinha, idem, dois ou três dentes de alho, um pedaço de gengibre, também cortado em pequenos pedaços. Para não quebrar a máquina e garantir o gosto e a sustança, adiciona-se sal, azeite doce, a gosto, e espreme-se dois ou três limões graúdos e taludos. Bate a zorra toda, resultando num liquido verde, meio pastoso, com cheiro e sabor que, quem sabe, logo vê a distinção.
No fundo do agdá, derrama-se um fio de azeite doce, para evitar grudar. Monta-se uma camada composta de rodelas de tomates (maduro e verde), cebolas (gosto do gosto meio doce da roxa) e pimentão verde. Apos derramar azeite doce e sal nas verduras, essa cama esta pronta para receber o soberano peixe.
Sem frescura, ajeita-se cada posta do marítimo em uma mão espalmada e, com os dedos da outra, besunta-se o tempero em ambos os lados. Feito isso, e bem feito, pois a mão também foi temperada na virilha, deita-se a posta na cama feita no agdá. Repete-se a operação quantas vezes necessárias, com esmero e rigor. Findo o peixe no seu leito, só resta cobri-lo com um cobertor de rodelas dos mesmos tomates, cebolas e pimentões, azeite doce e sal. Quem quiser, puder e tiver fiofó seguro, inclua na panela algumas pimentas, malagueta (perigosa!) ou de cheiro. Deixe algum tempo, o disponível, marinando, para pegar gosto e simpatia. Com a fome chegando, tá na hora de tocar fogo na Babilônia.
O fogo não pode ser alto, mesmo sendo o período longo. Afinal, apressado come cru. Após quarenta minutos, não esqueça do azeite, nesse caso de dendê. Quantidade a gosto, mas sem exagero, para não contaminar tudo com o gosto forte do cor de cobre. Leve à mesa com o agdá fervendo e sai de baixo que lá vai a zorra.
Serve-se com arroz branco e farinha de mandioca branca, que deve ser despejada por cima do caldo, fazendo um pirão in loco. Alternativamente, caso haja pratos de barro em quantidade suficiente, pode-se servir neles com dois dedos de água fervendo, em cima da qual se joga farinha e caldo da moqueca.
* Conta a lenda que, para temperar esse prato, deve-se dormir com a mão na própria virilha, se for mulher, ou na virilha da mulher, se for homem. Para as outras sexualidades não existem recomendações, ainda.
13 de ago. de 2009
Florbela Espanca
Fanatismo
Minh' alma, de sonhar-te, anda perdida
Meus olhos andam cegos de te ver
Não és sequer a razão do meu viver
pois que tu és já toda minha vida
Não vejo nada assim enlouquecida...
Passo no mundo, meu amor, a ler
No misterioso livro do teu ser
A mesma história, tantas vezes lida!
“Tudo no mundo é frágil, tudo passa...”
Quando me dizem isto, toda a graça
Duma boca divina, fala em mim!
E, olhos postos em ti, digo de rastros:
“Ah! podem voar mundos, morrer astros,
Que tu és como um deus: princípio e fim!...
Eu já te falei de tudo, mas tudo isso é pouco,
diante do que sinto.
Minh' alma, de sonhar-te, anda perdida
Meus olhos andam cegos de te ver
Não és sequer a razão do meu viver
pois que tu és já toda minha vida
Não vejo nada assim enlouquecida...
Passo no mundo, meu amor, a ler
No misterioso livro do teu ser
A mesma história, tantas vezes lida!
“Tudo no mundo é frágil, tudo passa...”
Quando me dizem isto, toda a graça
Duma boca divina, fala em mim!
E, olhos postos em ti, digo de rastros:
“Ah! podem voar mundos, morrer astros,
Que tu és como um deus: princípio e fim!...
Eu já te falei de tudo, mas tudo isso é pouco,
diante do que sinto.
3 de ago. de 2009
Cecília Meirelles
"O Amor...
É difícil para os indecisos.
É assustador para os medrosos.
Avassalador para os apaixonados!
Mas, os vencedores no amor são os
fortes.
Os que sabem o que querem e querem o que têm!
Sonhar um sonho a dois,
e nunca desistir da busca de ser feliz,
é para poucos!!"
É difícil para os indecisos.
É assustador para os medrosos.
Avassalador para os apaixonados!
Mas, os vencedores no amor são os
fortes.
Os que sabem o que querem e querem o que têm!
Sonhar um sonho a dois,
e nunca desistir da busca de ser feliz,
é para poucos!!"
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