24 de abr. de 2008
18 de abr. de 2008
15 de abr. de 2008
CLARICE LISPECTOR
"Não entendo. Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou muito mais completa quando não entendo. Não entender, do modo como falo, é um dom. Não entender, mas não como um simples de espírito. O bom é ser inteligente e não entender. É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida. É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice. Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco. Não demais: mas pelo menos entender que não entendo."
"Mas há a vida que é para ser intensamente vivida, há o amor. Que tem que ser vivido até a última gota. Sem nenhum medo. Não mata."
"Mas há a vida que é para ser intensamente vivida, há o amor. Que tem que ser vivido até a última gota. Sem nenhum medo. Não mata."
13 de abr. de 2008
12 de abr. de 2008
10 de abr. de 2008
4 de abr. de 2008
1 de abr. de 2008
PALCO
Subo nesse palco, minha alma cheira a talco
Como bumbum de bebê, de bebê
Minha aura clara, só quem é clarividente pode ver
Pode ver
Trago a minha banda, só quem sabe onde é Luanda
Saberá lhe dar valor, dar valor
Vale quanto pesa prá quem preza o louco bumbum do tambor
Do tambor
Fogo eterno prá afugentar
O inferno prá outro lugar
Fogo eterno prá consumir
O inferno, fora daqui
Venho para a festa, sei que muitos têm na testa
O deus-sol como um sinal, um sinal
Eu como devoto trago um cesto de alegrias de quintal
De quintal
Há também um cântaro, quem manda é Deus a música
Pedindo prá deixar, prá deixar
Derramar o bálsamo, fazer o canto, cantar o cantar
Como bumbum de bebê, de bebê
Minha aura clara, só quem é clarividente pode ver
Pode ver
Trago a minha banda, só quem sabe onde é Luanda
Saberá lhe dar valor, dar valor
Vale quanto pesa prá quem preza o louco bumbum do tambor
Do tambor
Fogo eterno prá afugentar
O inferno prá outro lugar
Fogo eterno prá consumir
O inferno, fora daqui
Venho para a festa, sei que muitos têm na testa
O deus-sol como um sinal, um sinal
Eu como devoto trago um cesto de alegrias de quintal
De quintal
Há também um cântaro, quem manda é Deus a música
Pedindo prá deixar, prá deixar
Derramar o bálsamo, fazer o canto, cantar o cantar
31 de mar. de 2008
21 de mar. de 2008
Mario Prata
Saudade é quando o momento tenta fugir da lembrança para acontecer de novo e não consegue. Lembrança é quando, mesmo sem autorização, seu pensamento reapresenta um capítulo. Angústia é um nó apertado bem no meio do sossego.
Preocupação é uma cola que não deixa o que ainda não aconteceu sair de seu pensamento. Indecisão é quando você sabe muito bem o que quer, mas acha que devia querer outra coisa. Certeza é quando a idéia cansa de procurar e pára.
Intuição é quando seu coração dá um pulinho no futuro e volta rápido. Pressentimento é quando passa em você o trailer de um filme que pode ser que não exista. Vergonha é um pano preto que você quer para se cobrir naquela hora. Ansiedade é quando sempre faltam muitos minutos para o que quer que seja. Interesse é um ponto de exclamação ou de interrogação no final do sentimento. Sentimento é a língua que o coração usa quando precisa mandar um recado. Raiva é quando o cachorro que mora em você mostra os dentes. Tristeza é uma mão gigante que aperta seu coração. Felicidade é um agora que não tem pressa nenhuma. Amizade é quando você não faz questão de você e se empresta aos outros. Culpa é quando você cisma que podia ter feito diferente, mas geralmente não podia. Lucidez é um acesso de loucura ao contrário. Razão é quando o cuidado aproveita que a emoção está dormindo e assume o mandato. Vontade é um desejo que cisma que você é a casa dele.
Paixão é quando, apesar da palavra "perigo", o desejo chega e entra. Amor é quando a paixão não tem outro compromisso marcado. Não... Amor é um exagero... também não. Um dilúvio, um mundaréu, uma insanidade, um destempero, um despropósito, um descontrole, uma necessidade, um desapego? Talvez porque não tenha sentido, talvez porque não tenha explicação. Esse negócio de amor, não sei explicar...
Preocupação é uma cola que não deixa o que ainda não aconteceu sair de seu pensamento. Indecisão é quando você sabe muito bem o que quer, mas acha que devia querer outra coisa. Certeza é quando a idéia cansa de procurar e pára.
Intuição é quando seu coração dá um pulinho no futuro e volta rápido. Pressentimento é quando passa em você o trailer de um filme que pode ser que não exista. Vergonha é um pano preto que você quer para se cobrir naquela hora. Ansiedade é quando sempre faltam muitos minutos para o que quer que seja. Interesse é um ponto de exclamação ou de interrogação no final do sentimento. Sentimento é a língua que o coração usa quando precisa mandar um recado. Raiva é quando o cachorro que mora em você mostra os dentes. Tristeza é uma mão gigante que aperta seu coração. Felicidade é um agora que não tem pressa nenhuma. Amizade é quando você não faz questão de você e se empresta aos outros. Culpa é quando você cisma que podia ter feito diferente, mas geralmente não podia. Lucidez é um acesso de loucura ao contrário. Razão é quando o cuidado aproveita que a emoção está dormindo e assume o mandato. Vontade é um desejo que cisma que você é a casa dele.
Paixão é quando, apesar da palavra "perigo", o desejo chega e entra. Amor é quando a paixão não tem outro compromisso marcado. Não... Amor é um exagero... também não. Um dilúvio, um mundaréu, uma insanidade, um destempero, um despropósito, um descontrole, uma necessidade, um desapego? Talvez porque não tenha sentido, talvez porque não tenha explicação. Esse negócio de amor, não sei explicar...
15 de mar. de 2008
14 de mar. de 2008
C.
Sou como uma biruta. Rodopiando e variando as direções. Às vezes paro e sucumbo em mim mesma. Outras vezes enlouqueço em furacões descontrolados. Sofro as chuvas e raios, e impurezas de certos ventos. Me estico e me contorço em movimentos imprevisíveis. Mas às vezes, muitas vezes, os ventos adentram em mim, e me dão forma, balanço. Me encho de vida, as vezes inconstante, muitas vezes indefinida, mas sempre intensa em seu tempo. Passa o tempo, mudam-se os ventos, mudo de direções e a cada instante consumo tudo que me é permitido. Ah, tempo! Soberano tempo... Instantes insólitos para muitos e tão intensos e permeáveis para mim. Sou uma biruta da vida! O vento de vida e tempo me guiará sempre. Não espero encontrar uma brisa suave e fresca, doce e constante. Não, não espero por isso! Sei que entre tempestades devastadoras e paradas necessárias, terei sempre o prazer de sentir em mim, por completo, o vento de vida e tempo, a alegria de ser assim, a recompensa por ser permissiva, por estar aberta a tudo sempre. Que o vento me guie, que a vida me carregue e que o tempo não me deixe esquecer...
12 de mar. de 2008
Salvador, para aprender e se divertir!
Divisão Física
Salvador se divide entre Cidade Baixa e Cidade Alta
Cidade Alta: está Pituba/Itaigara/Iguatemi: é o que importa. A única parte civilizada da cidade é o resultado de um prefeito que construiu uma avenida e ficou com preguiça de fazer o resto.
Centro Histórico: Consiste em Barra, Ondina, Pelourinho e adjacências. É habitado somente uma vez por ano, no carnaval. Durante o resto do ano, somente turistas têm a disposição de subir as ladeiras do Pelourinho para ver o Elevador Lacerda ligar o nada com lugar nenhum.
Norte: A cidade é limitada ao Norte pelo time do Bahia, bem pertinho do Bompreço. Mais ao Norte, é onde ficam as praias. Oficialmente começa em Jaguaribe (uma praia) e termina em Vilas do Atlântico (outra praia),passando por Itapuã (Outra praia que ninguém sabe como se escreve, Itapoan, Itapuã ou Itapoã). Seu acesso se dá pela Avenida Orlando Bloom, que tem a maior média de assalto do país: 2 assaltos por pessoa, por minuto.
Brotas: é a Brooklin soteropolitano. Um núcleo de resistência independente. Tem dialeto, moeda e governo próprio. Precisa de passaporte pra cruzar a fronteira.
Cajazeiras: Não confundir com 'cachaceiras'. Começa em Cajazeiras 1 e vai até Cajazeiras 15785. Também tem vida própria e até hoje ninguém descobriu como chegar até lá.
Ribeira: Tem sorvete na sorveteria da Ribeira, indicada pelo Guia Veja em mil novecentos e bolinha.
Liberdade: é um dos bairros mais importantes de Salvador, por conter passagens secretas que desafiam as leis da física e confirmam a teoria da quarta dimensão.
Feira do Rolo: local onde você compra o que quiser e quando quiser. É um supermercado, que sempre tem o que você procura. Lá existem coisas como fósseis de pterodátilos, órgãos para transplantes, animais em extinção (qualquer um, de tigres dentes de sabre a mutantes), armas que nem a polícia tem e objetos que foram roubados da sua casa.
Divisão Química
Salvador é composta por átomos de Hidrogênio, Axé e Dendê.
História
Idade Antiga: Melhor perguntar a Dona Canô(Mais antiga P... de Santo Amaro).
Idade Média: em seus Feudos , os caciques Tupinambás exploravam os camponeses num regime conhecido como vassalagem. Foi a época dos grandes torneios de miserês, piriguetes e tingalagatingas.
Idade Contemporânea: 1798 - Nasce ACM
1815 - É inventado o Trio Elétrico e o carnaval é descoberto
1830 - ACM vira imperador da Bahia(...)
1990 - Ivete Sangalo lança 1º CD.
1991 - Ivete Sangalo lança 2º CD.
1992 - Ivete Sangalo lança 3º CD.
1993 - Ivete Sangalo lança 4º CD.(...)
1996 - Recomeçam as obras do metrô de Salvador, projeto para 2004. Surge em Salvador a primeira música que não é Axé, o Arrocha.
2005 - O arrocha é esquecido.
Previsões:
2080 - Ivete Sangalo lança 90º CD.
2090 - O metrô é inaugurado.
2093 - Morre em Salvador Ivete Sangalo.
3091 - Morre em Salvador ACM Neto.
3099 - ACM ressuscita
3666 - ACM assume ser o Anti Cristo Miserável.
Clima, Vegetação e Hidrografia
Em Salvador, faz calor. Há apenas duas estações: o verão e a de ônibus.
A vegetação da cidade consiste em coqueiros.
O principal rio chama-se Cocô Beach, e fica no bairro do Costa Azul.
Depois do fracasso do Bahiazul, estuda-se a possibilidade de mudar o nome do bairro para Costa Marrom, ou Costa Negra.
Cultura
Não se pode esquecer que Salvador sedia a maior manifestação cultural popular do mundo: o Carnaval. É nessa época que o soteropolitano gasta a energia do ano todo, correndo atrás do trio, correndo atrás de mulher ou correndo da polícia. O carnaval é tão importante para o baiano que, para não ter que esperar um ano inteiro, já se inventou uma série de festas como Festival de Verão, Bonfim Light, Babado Elétrico, Trivela, Ensaio Geral, Sauípe Folia, Piu-Piu, Sfrega, Bosque, 2 de julho, Lavagem de Ondina, Lavagem do Beco e muitas outras lavagens.
Língua
Em Salvador é falado o Baianês, que conta com seu próprio alfabeto: A Bê Cê Dê É Fê Guê Agá I Ji Lê Mê Nê Ó Pê Quê Rê Si Tê U Vê Xis Zê.
Ao contrário do que muitos pensam, o Baianês não é falado lentamente, mas sim cantado. Não existe também o gerúndio: o 'd' é excluído no 'ndo', o que resulta em 'falano', 'correno', ao invés de falando e correndo. Aletra G (fala-se Guê), também não é usada na maioria das frases, quanto tem som de J (Ji), dando lugar ao R (Rê). Simplificando: A gente, fala-se 'Arrente.' Mas, em alguns casos, também a letra S (Si) pode ter o som de R (Rê), de forma que a frase 'As camisas das mulheres' vira 'Ar camisa dar mulé.'
Algumas frases cotidianas
Colé, meu brodi! = Olá, amigo!
'E aí, pai?' = Olá, amigo!
'Fala, nigrinha!' = Olá, amigo!
'Diga aê, seu xibungo!' = Olá, amigo!
'Faaaaala, minha puta!' = Olá, amigo!
'Colé, miserê!!' = Olá, amigo!
'Diga aê, disgraça!' = Olá, amigo!
'Diga aê, negão!' = Olá, amigo!
'Ô, véi!' = Ô, amigo!
'Colé de mermo?' = 'Oxe!'
Todo baiano usa essa expressão para tudo, mas um forasteiro nunca acerta quando usa. 'Lá ele!' =
Eu não, sai fora! (Ou qualquer outra situação da qual a pessoa queira se livrar.)
Transportes
Os soteropolitanos contam com um sistema de transporte público extremamente pontual que nunca se atrasa para o dia seguinte. O metrô, por exemplo, até agora nunca teve nenhum caso de atraso, a não ser os 30 anos de obra, ainda não concluídos. Salvador também tem o único metrô que passa por cima da cidade ao invés de por baixo (alguns dizem que a Disney está querendo comprá-lo, pois é a maior montanha russa do mundo.)
Moda em Salvador
É a única cidade em que o Reveillon está sempre na moda. Todo mundo veste branco o ano inteiro, a não ser no carnaval, quando a única vestimenta usada é o abadá. Lojas de moda não lucram em Salvador, pois os ingressos das festas já vêm com a camisa.
Economia
Só se sabe que o baiano nunca tem dinheiro para nada. Mas sempre sobra pra bebida e pro Chicretão.'
***
Salvador se divide entre Cidade Baixa e Cidade Alta
Cidade Alta: está Pituba/Itaigara/Iguatemi: é o que importa. A única parte civilizada da cidade é o resultado de um prefeito que construiu uma avenida e ficou com preguiça de fazer o resto.
Centro Histórico: Consiste em Barra, Ondina, Pelourinho e adjacências. É habitado somente uma vez por ano, no carnaval. Durante o resto do ano, somente turistas têm a disposição de subir as ladeiras do Pelourinho para ver o Elevador Lacerda ligar o nada com lugar nenhum.
Norte: A cidade é limitada ao Norte pelo time do Bahia, bem pertinho do Bompreço. Mais ao Norte, é onde ficam as praias. Oficialmente começa em Jaguaribe (uma praia) e termina em Vilas do Atlântico (outra praia),passando por Itapuã (Outra praia que ninguém sabe como se escreve, Itapoan, Itapuã ou Itapoã). Seu acesso se dá pela Avenida Orlando Bloom, que tem a maior média de assalto do país: 2 assaltos por pessoa, por minuto.
Brotas: é a Brooklin soteropolitano. Um núcleo de resistência independente. Tem dialeto, moeda e governo próprio. Precisa de passaporte pra cruzar a fronteira.
Cajazeiras: Não confundir com 'cachaceiras'. Começa em Cajazeiras 1 e vai até Cajazeiras 15785. Também tem vida própria e até hoje ninguém descobriu como chegar até lá.
Ribeira: Tem sorvete na sorveteria da Ribeira, indicada pelo Guia Veja em mil novecentos e bolinha.
Liberdade: é um dos bairros mais importantes de Salvador, por conter passagens secretas que desafiam as leis da física e confirmam a teoria da quarta dimensão.
Feira do Rolo: local onde você compra o que quiser e quando quiser. É um supermercado, que sempre tem o que você procura. Lá existem coisas como fósseis de pterodátilos, órgãos para transplantes, animais em extinção (qualquer um, de tigres dentes de sabre a mutantes), armas que nem a polícia tem e objetos que foram roubados da sua casa.
Divisão Química
Salvador é composta por átomos de Hidrogênio, Axé e Dendê.
História
Idade Antiga: Melhor perguntar a Dona Canô(Mais antiga P... de Santo Amaro).
Idade Média: em seus Feudos , os caciques Tupinambás exploravam os camponeses num regime conhecido como vassalagem. Foi a época dos grandes torneios de miserês, piriguetes e tingalagatingas.
Idade Contemporânea: 1798 - Nasce ACM
1815 - É inventado o Trio Elétrico e o carnaval é descoberto
1830 - ACM vira imperador da Bahia(...)
1990 - Ivete Sangalo lança 1º CD.
1991 - Ivete Sangalo lança 2º CD.
1992 - Ivete Sangalo lança 3º CD.
1993 - Ivete Sangalo lança 4º CD.(...)
1996 - Recomeçam as obras do metrô de Salvador, projeto para 2004. Surge em Salvador a primeira música que não é Axé, o Arrocha.
2005 - O arrocha é esquecido.
Previsões:
2080 - Ivete Sangalo lança 90º CD.
2090 - O metrô é inaugurado.
2093 - Morre em Salvador Ivete Sangalo.
3091 - Morre em Salvador ACM Neto.
3099 - ACM ressuscita
3666 - ACM assume ser o Anti Cristo Miserável.
Clima, Vegetação e Hidrografia
Em Salvador, faz calor. Há apenas duas estações: o verão e a de ônibus.
A vegetação da cidade consiste em coqueiros.
O principal rio chama-se Cocô Beach, e fica no bairro do Costa Azul.
Depois do fracasso do Bahiazul, estuda-se a possibilidade de mudar o nome do bairro para Costa Marrom, ou Costa Negra.
Cultura
Não se pode esquecer que Salvador sedia a maior manifestação cultural popular do mundo: o Carnaval. É nessa época que o soteropolitano gasta a energia do ano todo, correndo atrás do trio, correndo atrás de mulher ou correndo da polícia. O carnaval é tão importante para o baiano que, para não ter que esperar um ano inteiro, já se inventou uma série de festas como Festival de Verão, Bonfim Light, Babado Elétrico, Trivela, Ensaio Geral, Sauípe Folia, Piu-Piu, Sfrega, Bosque, 2 de julho, Lavagem de Ondina, Lavagem do Beco e muitas outras lavagens.
Língua
Em Salvador é falado o Baianês, que conta com seu próprio alfabeto: A Bê Cê Dê É Fê Guê Agá I Ji Lê Mê Nê Ó Pê Quê Rê Si Tê U Vê Xis Zê.
Ao contrário do que muitos pensam, o Baianês não é falado lentamente, mas sim cantado. Não existe também o gerúndio: o 'd' é excluído no 'ndo', o que resulta em 'falano', 'correno', ao invés de falando e correndo. Aletra G (fala-se Guê), também não é usada na maioria das frases, quanto tem som de J (Ji), dando lugar ao R (Rê). Simplificando: A gente, fala-se 'Arrente.' Mas, em alguns casos, também a letra S (Si) pode ter o som de R (Rê), de forma que a frase 'As camisas das mulheres' vira 'Ar camisa dar mulé.'
Algumas frases cotidianas
Colé, meu brodi! = Olá, amigo!
'E aí, pai?' = Olá, amigo!
'Fala, nigrinha!' = Olá, amigo!
'Diga aê, seu xibungo!' = Olá, amigo!
'Faaaaala, minha puta!' = Olá, amigo!
'Colé, miserê!!' = Olá, amigo!
'Diga aê, disgraça!' = Olá, amigo!
'Diga aê, negão!' = Olá, amigo!
'Ô, véi!' = Ô, amigo!
'Colé de mermo?' = 'Oxe!'
Todo baiano usa essa expressão para tudo, mas um forasteiro nunca acerta quando usa. 'Lá ele!' =
Eu não, sai fora! (Ou qualquer outra situação da qual a pessoa queira se livrar.)
Transportes
Os soteropolitanos contam com um sistema de transporte público extremamente pontual que nunca se atrasa para o dia seguinte. O metrô, por exemplo, até agora nunca teve nenhum caso de atraso, a não ser os 30 anos de obra, ainda não concluídos. Salvador também tem o único metrô que passa por cima da cidade ao invés de por baixo (alguns dizem que a Disney está querendo comprá-lo, pois é a maior montanha russa do mundo.)
Moda em Salvador
É a única cidade em que o Reveillon está sempre na moda. Todo mundo veste branco o ano inteiro, a não ser no carnaval, quando a única vestimenta usada é o abadá. Lojas de moda não lucram em Salvador, pois os ingressos das festas já vêm com a camisa.
Economia
Só se sabe que o baiano nunca tem dinheiro para nada. Mas sempre sobra pra bebida e pro Chicretão.'
***
10 de mar. de 2008
6 de mar. de 2008
Tiempo
Tiempo es una palabra
que empieza y que se acaba
que se bebe y se termina
que corre despacio y que pasa deprisa.
Tiempo es una palabra
que se enciende y que se apaga
ni se tiene ni se atrapa
no se gira ni se para.
El tiempo no se detiene
ni se compra ni se vende
no se coge ni se agarra
se le odia o se le quiere.
Al tiempo no se le habla
ni se escucha ni se calla
pasa y nunca se repite
ni se duerme y nunca engaña.
Tiempo para entender, para jugar, para querer
tiempo para aprender, para pensar, para saber.
Un beso dura lo que dura un beso
un sueño dura lo que dura un sueño
el tiempo dura lo que dura el tiempo
curioso elemento el tiempo.
El tiempo sopla cuando sopla el viento
el tiempo ladra cuando ladra el perro
el tiempo rie si tu estás riendo
curioso elemento el tiempo
que empieza y que se acaba
que se bebe y se termina
que corre despacio y que pasa deprisa.
Tiempo es una palabra
que se enciende y que se apaga
ni se tiene ni se atrapa
no se gira ni se para.
El tiempo no se detiene
ni se compra ni se vende
no se coge ni se agarra
se le odia o se le quiere.
Al tiempo no se le habla
ni se escucha ni se calla
pasa y nunca se repite
ni se duerme y nunca engaña.
Tiempo para entender, para jugar, para querer
tiempo para aprender, para pensar, para saber.
Un beso dura lo que dura un beso
un sueño dura lo que dura un sueño
el tiempo dura lo que dura el tiempo
curioso elemento el tiempo.
El tiempo sopla cuando sopla el viento
el tiempo ladra cuando ladra el perro
el tiempo rie si tu estás riendo
curioso elemento el tiempo
4 de mar. de 2008
3 de mar. de 2008
2 de mar. de 2008
Retrato
"Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios, nem o lábio amargo.
Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha este coração que nem se mostra.
Eu não dei por esta mudança,
tão simples, tão certa, tão fácil:
Em que espelho ficou perdida a minha face?"
(Cecília Meireles)
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios, nem o lábio amargo.
Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha este coração que nem se mostra.
Eu não dei por esta mudança,
tão simples, tão certa, tão fácil:
Em que espelho ficou perdida a minha face?"
(Cecília Meireles)
24 de fev. de 2008
Gilbert Keith Chesterton
Uma ideia simples
A maior parte dos homens retornaria aos antigos costumes em matéria de fé e de moral se conseguissem ampliar suficientemente os seus horizontes. É principalmente a sua estreiteza mental que os mantém nos trilhos da negação. Mas esse alargamento mental é facilmente mal interpretado, porque a mente precisa ser alargada para poder enxergar as coisas simples, ou mesmo as que são evidentes em si mesmas. Temos necessidade de uma espécie de esticamento da nossa imaginação para conseguirmos ver os objetos óbvios delinearem-se contra o seu fundo óbvio, especialmente quando se trata de objetos grandes colocados diante de um fundo grande.
Sempre há, por exemplo, aquele tipo de pessoas que não conseguem enxergar nada além da mancha no tapete, a tal ponto que são incapazes de enxergar sequer o tapete; esse tipo de atitude tende à irritação, que por vezes se amplia até à rebelião. Depois, há aquele tipo de pessoas que só conseguem enxergar o tapete, talvez por tratar-se um tapete novo; essa atitude já é mais humana, mas pode facilmente estar tingida de vaidade e até de vulgaridade. Há também o homem que só enxerga o aposento atapetado, e assim tende a estar isolado de muitas outras coisas -- especialmente das dependências do empregados. E, por fim, há o homem alargado pela imaginação, que é incapaz de permanecer sentado no quarto atapetado, ou mesmo no porão do carvão, sem enxergar a todo o momento o perfil da casa inteira delineado contra o seu fundo primevo de terra e céu. Este homem, que compreende que desde a sua origem o telhado foi concebido como um escudo contra o sol e a neve, e a porta contra o frio e a lama, saberá melhor -- e não pior -- do que o primeiro que não deveria haver uma mancha no tapete. E, ao contrário desse homem, saberá também por que existe um tapete.
Este homem olhará do mesmo modo as falhas e manchas que possa haver na história da sua tradição e do seu credo. Não procurará explicá-las engenhosamente, nem muito menos tentará negá-las. Muito pelo contrário, enxergá-las-á com toda a simplicidade, mas também as enxergará dentro de um marco muito amplo, e contrastando com um fundo ainda mais amplo. Fará aquilo que os seus críticos, em hipótese alguma, são capazes de fazer: verá as coisas óbvias e fará as perguntas óbvias. (...)
A maior parte dos homens retornaria aos antigos costumes em matéria de fé e de moral se conseguissem ampliar suficientemente os seus horizontes. É principalmente a sua estreiteza mental que os mantém nos trilhos da negação. Mas esse alargamento mental é facilmente mal interpretado, porque a mente precisa ser alargada para poder enxergar as coisas simples, ou mesmo as que são evidentes em si mesmas. Temos necessidade de uma espécie de esticamento da nossa imaginação para conseguirmos ver os objetos óbvios delinearem-se contra o seu fundo óbvio, especialmente quando se trata de objetos grandes colocados diante de um fundo grande.
Sempre há, por exemplo, aquele tipo de pessoas que não conseguem enxergar nada além da mancha no tapete, a tal ponto que são incapazes de enxergar sequer o tapete; esse tipo de atitude tende à irritação, que por vezes se amplia até à rebelião. Depois, há aquele tipo de pessoas que só conseguem enxergar o tapete, talvez por tratar-se um tapete novo; essa atitude já é mais humana, mas pode facilmente estar tingida de vaidade e até de vulgaridade. Há também o homem que só enxerga o aposento atapetado, e assim tende a estar isolado de muitas outras coisas -- especialmente das dependências do empregados. E, por fim, há o homem alargado pela imaginação, que é incapaz de permanecer sentado no quarto atapetado, ou mesmo no porão do carvão, sem enxergar a todo o momento o perfil da casa inteira delineado contra o seu fundo primevo de terra e céu. Este homem, que compreende que desde a sua origem o telhado foi concebido como um escudo contra o sol e a neve, e a porta contra o frio e a lama, saberá melhor -- e não pior -- do que o primeiro que não deveria haver uma mancha no tapete. E, ao contrário desse homem, saberá também por que existe um tapete.
Este homem olhará do mesmo modo as falhas e manchas que possa haver na história da sua tradição e do seu credo. Não procurará explicá-las engenhosamente, nem muito menos tentará negá-las. Muito pelo contrário, enxergá-las-á com toda a simplicidade, mas também as enxergará dentro de um marco muito amplo, e contrastando com um fundo ainda mais amplo. Fará aquilo que os seus críticos, em hipótese alguma, são capazes de fazer: verá as coisas óbvias e fará as perguntas óbvias. (...)
18 de fev. de 2008
Fernando Pessoa
Eros e Psique
...E assim vêdes, meu Irmão, que as verdades
que vos foram dadas no Grau de Neófito, e
aquelas que vos foram dadas no Grau de Adepto
Menor, são, ainda que opostas, a mesma verdade.
(Do Ritual Do Grau De Mestre Do Átrio
Na Ordem Templária De Portugal)
Conta a lenda que dormia
Uma Princesa encantada
A quem só despertaria
Um Infante, que viria
De além do muro da estrada.
Ele tinha que, tentado,
Vencer o mal e o bem,
Antes que, já libertado,
Deixasse o caminho errado
Por o que à Princesa vem.
A Princesa Adormecida,
Se espera, dormindo espera,
Sonha em morte a sua vida,
E orna-lhe a fronte esquecida,
Verde, uma grinalda de hera.
Longe o Infante, esforçado,
Sem saber que intuito tem,
Rompe o caminho fadado,
Ele dela é ignorado,
Ela para ele é ninguém.
Mas cada um cumpre o Destino
Ela dormindo encantada,
Ele buscando-a sem tino
Pelo processo divino
Que faz existir a estrada.
E, se bem que seja obscuro
Tudo pela estrada fora,
E falso, ele vem seguro,
E vencendo estrada e muro,
Chega onde em sono ela mora,
E, ainda tonto do que houvera,
À cabeça, em maresia,
Ergue a mão, e encontra hera,
E vê que ele mesmo era
A Princesa que dormia.
...E assim vêdes, meu Irmão, que as verdades
que vos foram dadas no Grau de Neófito, e
aquelas que vos foram dadas no Grau de Adepto
Menor, são, ainda que opostas, a mesma verdade.
(Do Ritual Do Grau De Mestre Do Átrio
Na Ordem Templária De Portugal)
Conta a lenda que dormia
Uma Princesa encantada
A quem só despertaria
Um Infante, que viria
De além do muro da estrada.
Ele tinha que, tentado,
Vencer o mal e o bem,
Antes que, já libertado,
Deixasse o caminho errado
Por o que à Princesa vem.
A Princesa Adormecida,
Se espera, dormindo espera,
Sonha em morte a sua vida,
E orna-lhe a fronte esquecida,
Verde, uma grinalda de hera.
Longe o Infante, esforçado,
Sem saber que intuito tem,
Rompe o caminho fadado,
Ele dela é ignorado,
Ela para ele é ninguém.
Mas cada um cumpre o Destino
Ela dormindo encantada,
Ele buscando-a sem tino
Pelo processo divino
Que faz existir a estrada.
E, se bem que seja obscuro
Tudo pela estrada fora,
E falso, ele vem seguro,
E vencendo estrada e muro,
Chega onde em sono ela mora,
E, ainda tonto do que houvera,
À cabeça, em maresia,
Ergue a mão, e encontra hera,
E vê que ele mesmo era
A Princesa que dormia.
17 de fev. de 2008
15 de fev. de 2008
14 de fev. de 2008
Epitáfio
Devia ter amado mais, ter chorado mais
Ter visto o sol nascer
Devia ter arriscado mais e até errado mais
Ter feito o que eu queria fazer
Queria ter aceitado as pessoas como elas são
Cada um sabe a alegria e a dor que traz no coração
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar
Devia ter complicado menos, trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr
Devia ter me importado menos com problemas pequenos
Ter morrido de amor
Queria ter aceitado a vida como ela é
A cada um cabe alegrias e a tristeza que vier
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar
(Titãs)
Ter visto o sol nascer
Devia ter arriscado mais e até errado mais
Ter feito o que eu queria fazer
Queria ter aceitado as pessoas como elas são
Cada um sabe a alegria e a dor que traz no coração
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar
Devia ter complicado menos, trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr
Devia ter me importado menos com problemas pequenos
Ter morrido de amor
Queria ter aceitado a vida como ela é
A cada um cabe alegrias e a tristeza que vier
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar
(Titãs)
13 de fev. de 2008
É Preciso Saber Viver (Roberto Carlos - 1974)
Quem espera que a vida
Seja feita de ilusão
Pode até ficar maluco
Ou morrer na solidão
É preciso ter cuidado
Pra mais tarde não sofrer
É preciso saber viver.
Toda pedra do caminho
Você deve retirar
Numa flor que tem espinho
Você pode se arranhar
Se o bem e o mal existem
Você pode escolher
É preciso saber viver.
É preciso saber viver
É preciso saber viver.
Seja feita de ilusão
Pode até ficar maluco
Ou morrer na solidão
É preciso ter cuidado
Pra mais tarde não sofrer
É preciso saber viver.
Toda pedra do caminho
Você deve retirar
Numa flor que tem espinho
Você pode se arranhar
Se o bem e o mal existem
Você pode escolher
É preciso saber viver.
É preciso saber viver
É preciso saber viver.
11 de fev. de 2008
C.
Sinto uma brisa mansa, quase uma calmaria...
Quero sentir um sopro incontrolável de vento forte.
O vento da vida.
Não é falta de coragem. Não, não é...
Minha coragem vem das superações dos medos que sinto em tudo que sou e que faço a cada momento.
É o medo que me faz forte, e é a ele que me entrego.
Não busco certezas! Busco as dúvidas!
Quero para mim os riscos, os sons das lágrimas profundas e das gargalhadas oriundas de uma felicidade plena.
Que importa o sofrimento diante da alegria de me permitir a tudo?
E se o sofrer vier me visitar, deixo-o entrar e conto-lhe as lembranças boas que vivi até sua chagada!
Não quero a segurança hipócrita desta sociedade apática.
Me lanço à vida de cabeça. E de que outra forma seria?
Às vezes, sim muitas vezes, quebro a cara.
Mas há uma beleza maior do que me refazer?
Não busco a fragilidade nas emoções.
As emoções não são frágeis. São avassaladoras.
E assim, sigo buscando o que quero.
Sou o que quero de uma forma ou de outra.
Me aceito, me permito, me arrisco, me invento, me reinvento!
Se não enfrentasse meus medos, me tornaria outra dentro de mim, me contentaria com brisas.
O que importa é que sigo buscando meus caminhos. Mesmo que mude, volte ou neles caia. Serão os caminhos que escolhi.
Não tenho medo dos meus medos.
Só sinto uma inquietante ansiedade quando tudo está parado.
Tranqüilo demais. Estável demais.
A dor é inevitável quando não sei o que virá, sim, mas o prazer também é inevitável quando a aceitação de quem sou é plena.
Quero novas aventuras, novos riscos, novos amores impossíveis, novas montanhas intransponíveis...
Quero tudo aquilo que é livre e inviável, aquilo que afasta os falsos, que amedronta os fracos, aquilo que é chamado de Vida!
Quero sentir um sopro incontrolável de vento forte.
O vento da vida.
Não é falta de coragem. Não, não é...
Minha coragem vem das superações dos medos que sinto em tudo que sou e que faço a cada momento.
É o medo que me faz forte, e é a ele que me entrego.
Não busco certezas! Busco as dúvidas!
Quero para mim os riscos, os sons das lágrimas profundas e das gargalhadas oriundas de uma felicidade plena.
Que importa o sofrimento diante da alegria de me permitir a tudo?
E se o sofrer vier me visitar, deixo-o entrar e conto-lhe as lembranças boas que vivi até sua chagada!
Não quero a segurança hipócrita desta sociedade apática.
Me lanço à vida de cabeça. E de que outra forma seria?
Às vezes, sim muitas vezes, quebro a cara.
Mas há uma beleza maior do que me refazer?
Não busco a fragilidade nas emoções.
As emoções não são frágeis. São avassaladoras.
E assim, sigo buscando o que quero.
Sou o que quero de uma forma ou de outra.
Me aceito, me permito, me arrisco, me invento, me reinvento!
Se não enfrentasse meus medos, me tornaria outra dentro de mim, me contentaria com brisas.
O que importa é que sigo buscando meus caminhos. Mesmo que mude, volte ou neles caia. Serão os caminhos que escolhi.
Não tenho medo dos meus medos.
Só sinto uma inquietante ansiedade quando tudo está parado.
Tranqüilo demais. Estável demais.
A dor é inevitável quando não sei o que virá, sim, mas o prazer também é inevitável quando a aceitação de quem sou é plena.
Quero novas aventuras, novos riscos, novos amores impossíveis, novas montanhas intransponíveis...
Quero tudo aquilo que é livre e inviável, aquilo que afasta os falsos, que amedronta os fracos, aquilo que é chamado de Vida!
10 de fev. de 2008
O Portão (Roberto Carlos e Erasmo Carlos)
Eu cheguei em frente ao portão
Meu cachorro me sorriu latindo
Minhas malas coloquei no chão
Eu voltei!...
Tudo estava igual
Como era antes
Quase nada se modificou
Acho que só eu mesmo mudei
E voltei!...
Eu voltei!
Agora prá ficar
Porque aqui!
Aqui é meu lugar
Eu voltei pr'as coisas
Que eu deixei
Eu voltei!...
Fui abrindo a porta devagar
Mas deixei a luz
Entrar primeiro
Todo meu passado iluminei
E entrei!...
Meu retrato ainda na parede
Meio amarelado pelo tempo
Como a perguntar
Por onde andei?
E eu falei!...
Onde andei!
Não deu para ficar
Porque aqui!
Aqui é meu lugar
Eu voltei!
Pr'as coisas que eu deixei
Eu voltei!...
Sem saber depois de tanto tempo
Se havia alguém a minha espera
Passos indecisos caminhei
E parei!...
Quando vi que dois braços abertos
Me abraçaram como antigamente
Tanto quis dizer e não falei
E chorei!...
Eu voltei!
Agora prá ficar
Porque aqui!
Aqui é o meu lugar
Eu voltei!
Pr'as coisas que eu deixei
Eu voltei!..
Eu cheguei em frente ao portão
Meu cachorro me sorriu latindo
Minhas malas coloquei no chão
Eu voltei!...
Tudo estava igual
Como era antes
Quase nada se modificou
Acho que só eu mesmo mudei
E voltei!...
Eu voltei!
Agora prá ficar
Porque aqui!
Aqui é meu lugar
Eu voltei pr'as coisas
Que eu deixei
Eu voltei!...
Fui abrindo a porta devagar
Mas deixei a luz
Entrar primeiro
Todo meu passado iluminei
E entrei!...
Meu retrato ainda na parede
Meio amarelado pelo tempo
Como a perguntar
Por onde andei?
E eu falei!...
Onde andei!
Não deu para ficar
Porque aqui!
Aqui é meu lugar
Eu voltei!
Pr'as coisas que eu deixei
Eu voltei!...
Sem saber depois de tanto tempo
Se havia alguém a minha espera
Passos indecisos caminhei
E parei!...
Quando vi que dois braços abertos
Me abraçaram como antigamente
Tanto quis dizer e não falei
E chorei!...
Eu voltei!
Agora prá ficar
Porque aqui!
Aqui é o meu lugar
Eu voltei!
Pr'as coisas que eu deixei
Eu voltei!..
Meu cachorro me sorriu latindo
Minhas malas coloquei no chão
Eu voltei!...
Tudo estava igual
Como era antes
Quase nada se modificou
Acho que só eu mesmo mudei
E voltei!...
Eu voltei!
Agora prá ficar
Porque aqui!
Aqui é meu lugar
Eu voltei pr'as coisas
Que eu deixei
Eu voltei!...
Fui abrindo a porta devagar
Mas deixei a luz
Entrar primeiro
Todo meu passado iluminei
E entrei!...
Meu retrato ainda na parede
Meio amarelado pelo tempo
Como a perguntar
Por onde andei?
E eu falei!...
Onde andei!
Não deu para ficar
Porque aqui!
Aqui é meu lugar
Eu voltei!
Pr'as coisas que eu deixei
Eu voltei!...
Sem saber depois de tanto tempo
Se havia alguém a minha espera
Passos indecisos caminhei
E parei!...
Quando vi que dois braços abertos
Me abraçaram como antigamente
Tanto quis dizer e não falei
E chorei!...
Eu voltei!
Agora prá ficar
Porque aqui!
Aqui é o meu lugar
Eu voltei!
Pr'as coisas que eu deixei
Eu voltei!..
Eu cheguei em frente ao portão
Meu cachorro me sorriu latindo
Minhas malas coloquei no chão
Eu voltei!...
Tudo estava igual
Como era antes
Quase nada se modificou
Acho que só eu mesmo mudei
E voltei!...
Eu voltei!
Agora prá ficar
Porque aqui!
Aqui é meu lugar
Eu voltei pr'as coisas
Que eu deixei
Eu voltei!...
Fui abrindo a porta devagar
Mas deixei a luz
Entrar primeiro
Todo meu passado iluminei
E entrei!...
Meu retrato ainda na parede
Meio amarelado pelo tempo
Como a perguntar
Por onde andei?
E eu falei!...
Onde andei!
Não deu para ficar
Porque aqui!
Aqui é meu lugar
Eu voltei!
Pr'as coisas que eu deixei
Eu voltei!...
Sem saber depois de tanto tempo
Se havia alguém a minha espera
Passos indecisos caminhei
E parei!...
Quando vi que dois braços abertos
Me abraçaram como antigamente
Tanto quis dizer e não falei
E chorei!...
Eu voltei!
Agora prá ficar
Porque aqui!
Aqui é o meu lugar
Eu voltei!
Pr'as coisas que eu deixei
Eu voltei!..
5 de fev. de 2008
4 de fev. de 2008
WILLIAN SHAKESPEARE
"Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma.
E você aprende que amar não significa apoiar-se e que a companhia nem sempre significa segurança. E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas. E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança. E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos e o futuro tem o costume de cair em meio ao vazio. Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo. E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam... E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais. Descobre que leva-se anos para construir confiança e apenas segundos para destruí-la e que você pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá pelo resto da vida.
Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.
Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam. Percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.
Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa.
Por isso, sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas - pode ser a última vez que as vejamos.
Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser.
Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto.
Aprende que não importa onde já chegou, mas onde está indo. Mas se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve.
Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.
Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências.
Aprende que paciência requer muita prática. Descobre que, algumas vezes, a pessoa que você espera
que o chute quando você cai, é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.
Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas, do que com quantos aniversários você celebrou.
Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.
Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes
e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.
Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não lhe dá o direito de ser cruel.
Descobre que, só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.
Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar a si mesmo.
Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será, em algum momento, condenado.
Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte.
Aprende que o tempo não é algo que possa voltar atrás. Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, ao invés
de esperar que alguém lhe traga flores. E você aprende que realmente pode suportar... que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida!"
E você aprende que amar não significa apoiar-se e que a companhia nem sempre significa segurança. E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas. E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança. E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos e o futuro tem o costume de cair em meio ao vazio. Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo. E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam... E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais. Descobre que leva-se anos para construir confiança e apenas segundos para destruí-la e que você pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá pelo resto da vida.
Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.
Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam. Percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.
Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa.
Por isso, sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas - pode ser a última vez que as vejamos.
Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser.
Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto.
Aprende que não importa onde já chegou, mas onde está indo. Mas se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve.
Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.
Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências.
Aprende que paciência requer muita prática. Descobre que, algumas vezes, a pessoa que você espera
que o chute quando você cai, é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.
Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas, do que com quantos aniversários você celebrou.
Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.
Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes
e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.
Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não lhe dá o direito de ser cruel.
Descobre que, só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.
Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar a si mesmo.
Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será, em algum momento, condenado.
Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte.
Aprende que o tempo não é algo que possa voltar atrás. Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, ao invés
de esperar que alguém lhe traga flores. E você aprende que realmente pode suportar... que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida!"
2 de fev. de 2008
Lindo Balão Azul
Eu vivo sempre
No mundo da lua
Porque sou um cientista
O meu papo é futurista
É lunático...
Eu vivo sempre
No mundo da lua
Tenho alma de artista
Sou um gênio sonhador
E romântico...
Eu vivo sempre
No mundo da lua
Porque sou aventureiro
Desde o meu primeiro passo
Pro infinito..
No mundo da lua
Porque sou um cientista
O meu papo é futurista
É lunático...
Eu vivo sempre
No mundo da lua
Tenho alma de artista
Sou um gênio sonhador
E romântico...
Eu vivo sempre
No mundo da lua
Porque sou aventureiro
Desde o meu primeiro passo
Pro infinito..
1 de fev. de 2008
Eu quero é botar meu bloco na rua
Há quem diga que eu dormi de touca
Que eu perdi a boca
Que eu fugi da briga
Que eu cai do galho e que não vi saída
Que eu morri de medo quando o pau quebrou
Há quem diga que eu não sei de nada
Que eu não sou de nada e não peço desculpas
Que eu não tenho culpa
Mas que eu dei bobeira
E que Durango Kid quase me pegou
Eu quero é botar meu bloco na rua
Brincar, botar pra gemer
Eu quero é botar meu bloco na rua
Ginga pra dar e vender
Eu por mim queria isso e aquilo
Um quilo mais daquilo
Um grilo menos nisso
É disso que eu preciso
Ou não é nada disso
Eu quero é todo mundo nesse carnaval
Eu quero é botar meu bloco na rua...
Há quem diga que eu dormi de touca...
Há quem diga que eu não sei de nada...
Eu quero é botar meu bloco na rua...
(Sérgio Sampaio)
Que eu perdi a boca
Que eu fugi da briga
Que eu cai do galho e que não vi saída
Que eu morri de medo quando o pau quebrou
Há quem diga que eu não sei de nada
Que eu não sou de nada e não peço desculpas
Que eu não tenho culpa
Mas que eu dei bobeira
E que Durango Kid quase me pegou
Eu quero é botar meu bloco na rua
Brincar, botar pra gemer
Eu quero é botar meu bloco na rua
Ginga pra dar e vender
Eu por mim queria isso e aquilo
Um quilo mais daquilo
Um grilo menos nisso
É disso que eu preciso
Ou não é nada disso
Eu quero é todo mundo nesse carnaval
Eu quero é botar meu bloco na rua...
Há quem diga que eu dormi de touca...
Há quem diga que eu não sei de nada...
Eu quero é botar meu bloco na rua...
(Sérgio Sampaio)
23 de jan. de 2008
Carcará
Carcará
Lá no sertão
É um bicho que avoa que nem avião
É um pássaro malvado
Tem o bico volteado que nem gavião
Carcará
Quando vê roça queimada
Sai voando, cantando,
Carcará
Vai fazer sua caçada
Carcará come inté cobra queimada
Quando chega o tempo da invernada
O sertão não tem mais roça queimada
Carcará mesmo assim num passa fome
Os burrego que nasce na baixada
Carcará
Pega, mata e come
Carcará
Num vai morrer de fome
Carcará
Mais coragem do que home
Carcará
Pega, mata e come
Carcará é malvado, é valentão
É a águia de lá do meu sertão
Os burrego novinho num pode andá
Ele puxa o umbigo inté matá
Carcará
Pega, mata e come
Carcará
Num vai morrer de fome
Carcará
Mais coragem do que home
Carcará
(João do Vale/José Cândido)
Lá no sertão
É um bicho que avoa que nem avião
É um pássaro malvado
Tem o bico volteado que nem gavião
Carcará
Quando vê roça queimada
Sai voando, cantando,
Carcará
Vai fazer sua caçada
Carcará come inté cobra queimada
Quando chega o tempo da invernada
O sertão não tem mais roça queimada
Carcará mesmo assim num passa fome
Os burrego que nasce na baixada
Carcará
Pega, mata e come
Carcará
Num vai morrer de fome
Carcará
Mais coragem do que home
Carcará
Pega, mata e come
Carcará é malvado, é valentão
É a águia de lá do meu sertão
Os burrego novinho num pode andá
Ele puxa o umbigo inté matá
Carcará
Pega, mata e come
Carcará
Num vai morrer de fome
Carcará
Mais coragem do que home
Carcará
(João do Vale/José Cândido)
19 de jan. de 2008
Lua De São Jorge (Caetano Veloso E A Outra Banda Da Terra)
Lua de São Jorge
Lua deslumbrante
Azul verdejante
Calda de pavão
Lua de São Jorge
Cheia branca inteira
Oh minha bandeira
Solta na amplidão
Lua de São Jorge
Lua brasileira
Lua do meu coração
Lua de São Jorge
Lua maravilha
Mãe, irmã e filha
De todo esplendor
Lua de São Jorge
Brilha nos altares
Brilha nos lugares
Onde estou e vou
Lua de São Jorge
Brilha sobre os mares
Brilha sobre o meu amor
Lua de São Jorge
Lua soberana
Nobre porcelana
Sobre a seda azul
Lua de São Jorge
Lua da alegria
Não se vê o dia
Claro como tu
Lua de São Jorge
Serás minha guia
No Brasil de norte a sul
Lua deslumbrante
Azul verdejante
Calda de pavão
Lua de São Jorge
Cheia branca inteira
Oh minha bandeira
Solta na amplidão
Lua de São Jorge
Lua brasileira
Lua do meu coração
Lua de São Jorge
Lua maravilha
Mãe, irmã e filha
De todo esplendor
Lua de São Jorge
Brilha nos altares
Brilha nos lugares
Onde estou e vou
Lua de São Jorge
Brilha sobre os mares
Brilha sobre o meu amor
Lua de São Jorge
Lua soberana
Nobre porcelana
Sobre a seda azul
Lua de São Jorge
Lua da alegria
Não se vê o dia
Claro como tu
Lua de São Jorge
Serás minha guia
No Brasil de norte a sul
18 de jan. de 2008
10 de jan. de 2008
8 de jan. de 2008
Tom Jobim
Wave
Vou te contar
Os olhos já não podem ver
Coisas que só o coração pode entender
Fundamental é mesmo o amor
É impossivel ser feliz sozinho
O resto é mar
É tudo que não sei contar
São coisas lindas
Que eu tenho pra te dar
Fundamental é mesmo o amor
É impossivel ser feliz sozinho
Da primeira vez era a cidade
Da segunda o cais e a eternidade
Agora eu já sei
Da onda que se ergueu no mar
E das estrelas que esquecemos de contar
O amor se deixa surpreender
Enquanto a noite vem nos envolver
Vou te contar
Os olhos já não podem ver
Coisas que só o coração pode entender
Fundamental é mesmo o amor
É impossivel ser feliz sozinho
O resto é mar
É tudo que não sei contar
São coisas lindas
Que eu tenho pra te dar
Fundamental é mesmo o amor
É impossivel ser feliz sozinho
Da primeira vez era a cidade
Da segunda o cais e a eternidade
Agora eu já sei
Da onda que se ergueu no mar
E das estrelas que esquecemos de contar
O amor se deixa surpreender
Enquanto a noite vem nos envolver
7 de jan. de 2008
Mario Quintana
"A vida é um incêndio: nela
dançamos, salamandras mágicas
Que importa restarem cinzas
se a chama foi bela e alta?
Em meio aos toros que desabam,
cantemos a canção das chamas!
Cantemos a canção da vida,
na própria luz consumida..."
dançamos, salamandras mágicas
Que importa restarem cinzas
se a chama foi bela e alta?
Em meio aos toros que desabam,
cantemos a canção das chamas!
Cantemos a canção da vida,
na própria luz consumida..."
5 de jan. de 2008
4 de jan. de 2008
C.
Tanto que ouço... tanto que leio...
“Não sou hipócrita, sou o que sou!”
Sim!? E quem é você? Pergunto já sem força.
Existe essa resposta? Quem se é, implica o tempo, o sentimento, o ambiente, o instinto... palavras imensuráveis de significados ainda mais complexos.
Ouço, leio...
“Essa é minha essência!”
Que essência? Pergunto já impaciente.
Essência infantil? Essência animal? Muito abstrato, para mim, essa definição de essência.
E sigo ouvindo e lendo...
“Não sou hipócrita!” (Com uma convicção que até me assusta)
Hipócrita em relação a quê??? A você mesmo? Ao mundo? Ao seu chefe? A sua família que ama ou desdenha? Ao olhar a pobreza em sua volta e continuar a vida como se não tivesse culpa também? Ao olhar a natureza se acabando e continuar pensando em que roupa vestir hoje?
“Não faço parte deste contexto!!!” Revoltam-se. (Essas palavras gritam nos papeis e em meus ouvidos).
Me torno um pouco caustica, e retruco; - De que contexto faz parte então? Não vivemos no mesmo planeta? Não somos humanos? (Acho que não é o meu gato que está lendo...)
Aaaaaaaaa... já não consigo “digerir” esses pensamentos caducos de palavras recheadas de uma pseudo-cultura medíocre, única e massificada. (Valeria mais saber caçar com as mãos, fazer fogo com lascas de pedras e soltar os instintos de uma vez.) Bom, não deu tão certo assim, pois mudou, porém seria mais verossímil.
Ahaa! Esse é o ponto.
Quais os seus instintos mais recônditos? Os mais impermeáveis e aprisionados? Os mais massacrados pelos padrões? Essa pode ser a chave da busca de quem se é. Será? Talvez não (não seria tão simples...), mas de qualquer forma nos dá margem a espreitar o que poderíamos vir a ser.
Somos animais antes de tudo. Eu sou, você o é, e todos aqueles que levantam a bandeira do movimento anti-hipócrita também o são...
É bem verdade que, as conseqüências da liberação do que “realmente” somos (ou melhor, temos vontade), não seriam as melhores ou mais utópicas do mundo. Hum, me imagino em um momento de fúria arrancando a jugular de alguém com os dentes. Ou uma hipótese pré-histórica até interessante, dando cabo de uma fêmea em prol de um instinto sexual exacerbado e desejado por um macho.
É, e de pensar que é de fato assim na natureza....
Sim! Os animais são autênticos e isentos de hipocrisia. Mesmo que subjugados ao corpo e as intempéries naturais.
Quem de nós ousa negar o mundo de fato?
Ok! Sei que sempre há um ermitão por aí, mas mesmo “ele” é cínico consigo. O homem é um animal sociável, e mesmo que não o fosse, em um dado momento os hormônios se agitariam e.... (?)
Quem é esse ermitão? O último de sua espécie? Não? Então, estamos no mesmo barco, na mesma realidade.
Limites, castrações, prisões!
Ninguém nem mesmo tem a liberdade do ir e vir! E se quiser andar pelo mundo?
Ah, tá...., “tire um passaporte e vá!” hahahaha
Como? Não tenho nem mesmo a liberdade de atravessar o meu continente de jejum, bebendo as águas dos rios (poluídos) e a pé!
Necessitaria do maldito passaporte! Do maldito visto! Do maldito dinheiro para o maldito visto! Do maldito trabalho para o maldito dinheiro! Do maldito estudo para o maldito trabalho! Do maldito esquema educacional! Da família etc.
Qual a diferença de nós e uma boiada indo para o abate? Nasci em um berço esplêndido, boa relva, sombra e água fresca, e vem o homem bom que me cuida, me leva para um lugar diferente e pimba! Virei pedaços de bifes vendidos no Bom Preço.
Vivendo um dia após o outro com mil e uma especulações do que somos, do que temos, do que (preencha com o que quiser)...
E ainda assim enxurradas de textos e “papos-cabeça”, sobre se ser ou deixar de ser.
No fundo sabemos o que queremos, acho?!.
Às vezes é inviável alcançar esse desejo, às vezes mesmo estando tudo ao nosso alcance, a cultura e/ou a sociedade oprime essas vontades.
Contudo, o pior não são as privações e sim nós mesmos.
Que medo!
Medo de quê?
De se assumir. Assumir o que temos de pior. Assumir o que temos de melhor. Se expor mais. Se aceitar mais. Se adequar mais. E muitos “mais”!!!
É, é o medo da existência por si só. Existência essa que damos muitos significados enlouquecidos, criando crenças, valores, fatores. É só aceitar que não conhecemos a dimensão da própria existência. Não é a Matrix. Sempre tentamos utilizar “nossas mais incríveis criações e/ou descobertas” como parâmetro para algo que não conseguimos nem mesmo vislumbrar uma definição.
Somos tão simples e tão complexos ao mesmo tempo. Tão pequenos e tão grandes. Tão... tantas coisas...
Escrevam, digam, já que sabem quem são, o que sou? O que somos? Só não afirmem que não existe hipocrisia, e que se pode ser o que se “é” de fato.
“Não sou hipócrita, sou o que sou!”
Sim!? E quem é você? Pergunto já sem força.
Existe essa resposta? Quem se é, implica o tempo, o sentimento, o ambiente, o instinto... palavras imensuráveis de significados ainda mais complexos.
Ouço, leio...
“Essa é minha essência!”
Que essência? Pergunto já impaciente.
Essência infantil? Essência animal? Muito abstrato, para mim, essa definição de essência.
E sigo ouvindo e lendo...
“Não sou hipócrita!” (Com uma convicção que até me assusta)
Hipócrita em relação a quê??? A você mesmo? Ao mundo? Ao seu chefe? A sua família que ama ou desdenha? Ao olhar a pobreza em sua volta e continuar a vida como se não tivesse culpa também? Ao olhar a natureza se acabando e continuar pensando em que roupa vestir hoje?
“Não faço parte deste contexto!!!” Revoltam-se. (Essas palavras gritam nos papeis e em meus ouvidos).
Me torno um pouco caustica, e retruco; - De que contexto faz parte então? Não vivemos no mesmo planeta? Não somos humanos? (Acho que não é o meu gato que está lendo...)
Aaaaaaaaa... já não consigo “digerir” esses pensamentos caducos de palavras recheadas de uma pseudo-cultura medíocre, única e massificada. (Valeria mais saber caçar com as mãos, fazer fogo com lascas de pedras e soltar os instintos de uma vez.) Bom, não deu tão certo assim, pois mudou, porém seria mais verossímil.
Ahaa! Esse é o ponto.
Quais os seus instintos mais recônditos? Os mais impermeáveis e aprisionados? Os mais massacrados pelos padrões? Essa pode ser a chave da busca de quem se é. Será? Talvez não (não seria tão simples...), mas de qualquer forma nos dá margem a espreitar o que poderíamos vir a ser.
Somos animais antes de tudo. Eu sou, você o é, e todos aqueles que levantam a bandeira do movimento anti-hipócrita também o são...
É bem verdade que, as conseqüências da liberação do que “realmente” somos (ou melhor, temos vontade), não seriam as melhores ou mais utópicas do mundo. Hum, me imagino em um momento de fúria arrancando a jugular de alguém com os dentes. Ou uma hipótese pré-histórica até interessante, dando cabo de uma fêmea em prol de um instinto sexual exacerbado e desejado por um macho.
É, e de pensar que é de fato assim na natureza....
Sim! Os animais são autênticos e isentos de hipocrisia. Mesmo que subjugados ao corpo e as intempéries naturais.
Quem de nós ousa negar o mundo de fato?
Ok! Sei que sempre há um ermitão por aí, mas mesmo “ele” é cínico consigo. O homem é um animal sociável, e mesmo que não o fosse, em um dado momento os hormônios se agitariam e.... (?)
Quem é esse ermitão? O último de sua espécie? Não? Então, estamos no mesmo barco, na mesma realidade.
Limites, castrações, prisões!
Ninguém nem mesmo tem a liberdade do ir e vir! E se quiser andar pelo mundo?
Ah, tá...., “tire um passaporte e vá!” hahahaha
Como? Não tenho nem mesmo a liberdade de atravessar o meu continente de jejum, bebendo as águas dos rios (poluídos) e a pé!
Necessitaria do maldito passaporte! Do maldito visto! Do maldito dinheiro para o maldito visto! Do maldito trabalho para o maldito dinheiro! Do maldito estudo para o maldito trabalho! Do maldito esquema educacional! Da família etc.
Qual a diferença de nós e uma boiada indo para o abate? Nasci em um berço esplêndido, boa relva, sombra e água fresca, e vem o homem bom que me cuida, me leva para um lugar diferente e pimba! Virei pedaços de bifes vendidos no Bom Preço.
Vivendo um dia após o outro com mil e uma especulações do que somos, do que temos, do que (preencha com o que quiser)...
E ainda assim enxurradas de textos e “papos-cabeça”, sobre se ser ou deixar de ser.
No fundo sabemos o que queremos, acho?!.
Às vezes é inviável alcançar esse desejo, às vezes mesmo estando tudo ao nosso alcance, a cultura e/ou a sociedade oprime essas vontades.
Contudo, o pior não são as privações e sim nós mesmos.
Que medo!
Medo de quê?
De se assumir. Assumir o que temos de pior. Assumir o que temos de melhor. Se expor mais. Se aceitar mais. Se adequar mais. E muitos “mais”!!!
É, é o medo da existência por si só. Existência essa que damos muitos significados enlouquecidos, criando crenças, valores, fatores. É só aceitar que não conhecemos a dimensão da própria existência. Não é a Matrix. Sempre tentamos utilizar “nossas mais incríveis criações e/ou descobertas” como parâmetro para algo que não conseguimos nem mesmo vislumbrar uma definição.
Somos tão simples e tão complexos ao mesmo tempo. Tão pequenos e tão grandes. Tão... tantas coisas...
Escrevam, digam, já que sabem quem são, o que sou? O que somos? Só não afirmem que não existe hipocrisia, e que se pode ser o que se “é” de fato.
3 de jan. de 2008
Balada do Louco
Dizem que sou louco por pensar assim
Se eu sou muito louco por eu ser feliz
Mais louco é quem me diz
E não é feliz, não é feliz
Se eles são bonitos, sou Alain Delon
Se eles são famosos, sou Napoleão
Mais louco é quem me diz
E não é feliz, não é feliz
Eu juro que é melhor
Não ser o normal
Se eu posso pensar que Deus sou eu
Se eles têm três carros, eu posso voar
Se eles rezam muito, eu já estou no ar
Mas louco é quem me diz
E não é feliz, não é feliz ...
Sim sou muito louco, não vou me curar
Mas não sou o único que encontrou a paz
Mais louco é quem me diz
E não é feliz, eu sou feliz
Se eu sou muito louco por eu ser feliz
Mais louco é quem me diz
E não é feliz, não é feliz
Se eles são bonitos, sou Alain Delon
Se eles são famosos, sou Napoleão
Mais louco é quem me diz
E não é feliz, não é feliz
Eu juro que é melhor
Não ser o normal
Se eu posso pensar que Deus sou eu
Se eles têm três carros, eu posso voar
Se eles rezam muito, eu já estou no ar
Mas louco é quem me diz
E não é feliz, não é feliz ...
Sim sou muito louco, não vou me curar
Mas não sou o único que encontrou a paz
Mais louco é quem me diz
E não é feliz, eu sou feliz
2 de jan. de 2008
Fantasia
E se, de repente
A gente não sentisse
A dor que a gente finge
E sente
Se, de repente
A gente distraísse
O ferro do suplício
Ao som de uma canção
Então, eu te convidaria
Pra uma fantasia
Do meu violão
Canta, canta uma esperança
Canta, canta uma alegria
Canta mais
Revirando a noite
Revelando o dia
Noite e dia, noite e dia
Canta a canção do homem
Canta a canção da vida
Canta mais
Trabalhando a aterra
Entornando o vinho
Canta, canta, canta, canta
Canta a canção do gozo
Canta a canção da graça
Canta mais
Preparando a tinta
Enfeitando a praça
Canta, canta, canta, canta
Canta a canção de glória
Canta a santa melodia
Canta mais
Revirando a noite
Revirando o dia
Noite e dia, noite e dia
(Chico Buarque)
A gente não sentisse
A dor que a gente finge
E sente
Se, de repente
A gente distraísse
O ferro do suplício
Ao som de uma canção
Então, eu te convidaria
Pra uma fantasia
Do meu violão
Canta, canta uma esperança
Canta, canta uma alegria
Canta mais
Revirando a noite
Revelando o dia
Noite e dia, noite e dia
Canta a canção do homem
Canta a canção da vida
Canta mais
Trabalhando a aterra
Entornando o vinho
Canta, canta, canta, canta
Canta a canção do gozo
Canta a canção da graça
Canta mais
Preparando a tinta
Enfeitando a praça
Canta, canta, canta, canta
Canta a canção de glória
Canta a santa melodia
Canta mais
Revirando a noite
Revirando o dia
Noite e dia, noite e dia
(Chico Buarque)
29 de dez. de 2007
Da Universidade de Cambridge (...dizem...)
Só pssaoes epsertas cnsoeugem ler itso.
Eu não cnogseui acreidatr que relmanet pidoa etndeer o que etvsaa lndeno. O pdoer fnemoeanl da mntee huamna, de aorcdo com uma psqueisa da Unvireisadde de Cmabrigde, não ipmrota a odrem em que as lteras em uma plavara etsão, a úcina cisoa ipmotratne é que a piremira e a útimla ltreas etseajm no lguar ctreo. O rseto pdoe etasr uma ttaol bnauguça e vcoê adnia pdoreá ler sem perolbmea. Itso pruqoe a mtene haunma não lê cdaa lreta idnvidailuemtne, mas a pvrlaaa cmoo um tdoo. Ipessrinaonte hien? É e eu smrepe pnenesi que slortaerr era ipmorantte! Se vcoê pdoe ler itso pssae aidntae !!
Eu não cnogseui acreidatr que relmanet pidoa etndeer o que etvsaa lndeno. O pdoer fnemoeanl da mntee huamna, de aorcdo com uma psqueisa da Unvireisadde de Cmabrigde, não ipmrota a odrem em que as lteras em uma plavara etsão, a úcina cisoa ipmotratne é que a piremira e a útimla ltreas etseajm no lguar ctreo. O rseto pdoe etasr uma ttaol bnauguça e vcoê adnia pdoreá ler sem perolbmea. Itso pruqoe a mtene haunma não lê cdaa lreta idnvidailuemtne, mas a pvrlaaa cmoo um tdoo. Ipessrinaonte hien? É e eu smrepe pnenesi que slortaerr era ipmorantte! Se vcoê pdoe ler itso pssae aidntae !!
25 de dez. de 2007
C.
Porque somos? Porque estamos? Porque pensamos?
Perguntas que só terão respostas quando já não mais estivermos. Somos desprovidos de tal capacidade para ousar formular uma explicação do inexplicável.
Nos compreendemos nas dúvidas de todos, e obtemos somente confirmações de que não podemos ir adiante em caminho algum. Charadas do universo. Não tenho tamanha pretensão. Gostaria, contudo, de saber o porquê da não permissão de ser o que se é. O que há de tão ruim em sentir? Em ser sem propósito? Em viver como o que somos e não como o que criamos? A complexidade dos parâmetros estipulados por nós, não nos permite ser além do conjunto. Somos indivíduos “desindividualizados”. A seleção natural humana passou de física para mental, e hoje (leia-se desde uns 5.000 anos atrás) de mental para o físico monetário. Fico dividida em opiniões. Por um lado na natureza só os fortes sobrevivem. Por outro lado a fraqueza de tudo é o belo. Amor, sensibilidade, desprendimento, paz, alegria....
Perguntas que só terão respostas quando já não mais estivermos. Somos desprovidos de tal capacidade para ousar formular uma explicação do inexplicável.
Nos compreendemos nas dúvidas de todos, e obtemos somente confirmações de que não podemos ir adiante em caminho algum. Charadas do universo. Não tenho tamanha pretensão. Gostaria, contudo, de saber o porquê da não permissão de ser o que se é. O que há de tão ruim em sentir? Em ser sem propósito? Em viver como o que somos e não como o que criamos? A complexidade dos parâmetros estipulados por nós, não nos permite ser além do conjunto. Somos indivíduos “desindividualizados”. A seleção natural humana passou de física para mental, e hoje (leia-se desde uns 5.000 anos atrás) de mental para o físico monetário. Fico dividida em opiniões. Por um lado na natureza só os fortes sobrevivem. Por outro lado a fraqueza de tudo é o belo. Amor, sensibilidade, desprendimento, paz, alegria....
23 de dez. de 2007
História De Uma Gata
Querem saber? Me sinto melhor agora que somos três.
Quatro!
Que? Quem está aí?
Sou eu, estou aqui na árvore, miau, eu sou uma gatinha.
Au au
ui ai
Jumento: Para, cachorro. 1ª lição do dia, o melhor amigo do bicho é o bicho. E você gata desce da arvore.
Depende do programa.
Nós vamos à cidade, vamos fazer um cocococonjunto você também sabe cantar a sim, infelizmente...
Infelizmente? ? ?
Porque fazer um som não foi nada jóia pra mim.
Perdão como disse?
Porque cantar um musica me custou muitíssimo, miau.
Conta.
Me alimentaram
Me acariciaram
Me aliciaram
Me acostumaram
O meu mundo era o apartamento
Detefon, almofada e trato
Todo dia filé-mignon
Ou mesmo um bom filé...de gato
Me diziam, todo momento
Fique em casa, não tome vento
Mas é duro ficar na sua
Quando à luz da lua
Tantos gatos pela rua
Toda a noite vão cantando assim
Nós, gatos, já nascemos pobres
Porém, já nascemos livres
Senhor, senhora ou senhorio
Felino, não reconhecerás
De manhã eu voltei pra casa
Fui barrada na portaria
Sem filé e sem almofada
Por causa da cantoria
Mas agora o meu dia-a-dia
É no meio da gataria
Pela rua virando lata
Eu sou mais eu, mais gata
Numa louca serenata
Que de noite sai cantando assim
Nós, gatos, já nascemos pobres
Porém, já nascemos livres
Senhor, senhora ou senhorio
Felino, não reconhecerás
(Enriquez/Bardotti - versão: Chico Buarque)
Quatro!
Que? Quem está aí?
Sou eu, estou aqui na árvore, miau, eu sou uma gatinha.
Au au
ui ai
Jumento: Para, cachorro. 1ª lição do dia, o melhor amigo do bicho é o bicho. E você gata desce da arvore.
Depende do programa.
Nós vamos à cidade, vamos fazer um cocococonjunto você também sabe cantar a sim, infelizmente...
Infelizmente? ? ?
Porque fazer um som não foi nada jóia pra mim.
Perdão como disse?
Porque cantar um musica me custou muitíssimo, miau.
Conta.
Me alimentaram
Me acariciaram
Me aliciaram
Me acostumaram
O meu mundo era o apartamento
Detefon, almofada e trato
Todo dia filé-mignon
Ou mesmo um bom filé...de gato
Me diziam, todo momento
Fique em casa, não tome vento
Mas é duro ficar na sua
Quando à luz da lua
Tantos gatos pela rua
Toda a noite vão cantando assim
Nós, gatos, já nascemos pobres
Porém, já nascemos livres
Senhor, senhora ou senhorio
Felino, não reconhecerás
De manhã eu voltei pra casa
Fui barrada na portaria
Sem filé e sem almofada
Por causa da cantoria
Mas agora o meu dia-a-dia
É no meio da gataria
Pela rua virando lata
Eu sou mais eu, mais gata
Numa louca serenata
Que de noite sai cantando assim
Nós, gatos, já nascemos pobres
Porém, já nascemos livres
Senhor, senhora ou senhorio
Felino, não reconhecerás
(Enriquez/Bardotti - versão: Chico Buarque)
12 de dez. de 2007
10 de dez. de 2007
4 de dez. de 2007
3 de dez. de 2007
Nietzsche
“No convívio com sábios e artistas facilmente nos enganamos no sentido oposto: não é raro encontrarmos por detrás dum sábio notável um homem medíocre, e muitas vezes por detrás de um artista medíocre - um homem muito notável.”
16 de nov. de 2007
14 de nov. de 2007
Pagú
"Mexo e remexo na inquisição
Só quem já morreu na fogueira sabe o que que é ser carvão
Eu sou pau pra toda obra
Deus dá asas à minha cobra
Minha força não é bruta
Não sou freira, nem sou puta
Porque nem
Toda feiticeira é corcunda
Nem
Toda brasileira é bunda
Meu peito não é de silicone
Sou mais macho que muito homem
Sou rainha do meu tanque
Sou Pagú indignada no palanque
Fama de porra louca...tudo bem
Minha mãe é Maria ninguém
Não sou atriz
Modelo ou dançarina
Meu buraco é mais em cima
Porque nem
Toda feiticeira é corcunda
Nem
Toda brasileira é bunda
Meu peito não é de silicone
Sou mais macho que muito homem"
(Rita Lee e Zélia Duncan)
Só quem já morreu na fogueira sabe o que que é ser carvão
Eu sou pau pra toda obra
Deus dá asas à minha cobra
Minha força não é bruta
Não sou freira, nem sou puta
Porque nem
Toda feiticeira é corcunda
Nem
Toda brasileira é bunda
Meu peito não é de silicone
Sou mais macho que muito homem
Sou rainha do meu tanque
Sou Pagú indignada no palanque
Fama de porra louca...tudo bem
Minha mãe é Maria ninguém
Não sou atriz
Modelo ou dançarina
Meu buraco é mais em cima
Porque nem
Toda feiticeira é corcunda
Nem
Toda brasileira é bunda
Meu peito não é de silicone
Sou mais macho que muito homem"
(Rita Lee e Zélia Duncan)
12 de nov. de 2007
Confúcio
"Quando você nasceu, você chorou e o mundo sorriu. Paute sua vida de forma que quando você morrer, o mundo chore e você sorria."
9 de nov. de 2007
Borzeguim
Borzeguim, deixa as fraldas ao vento
E vem dançar
E vem dançar
Hoje é sexta-feira de manhã
Hoje é sexta-feira
Deixa o mato crescer em paz
Deixa o mato crescer
Deixa o mato
Não quero fogo, quero água
(deixa o mato crescer em paz)
Não quero fogo, quero água
(deixa o mato crescer)
Hoje é sexta-feira da paixão sexta-feira santa
Todo dia é dia de perdão
Todo dia é dia santo
Todo santo dia
Ah, e vem João e vem Maria
Todo dia é dia de folia
Ah, e vem João e vem Maria
Todo dia é dia
O chão no chão
O pé na pedra
O pé no céu
Deixa o tatu-bola no lugar
Deixa a capivara atravessar
Deixa a anta cruzar o ribeirão
Deixa o índio vivo no sertão
Deixa o índio vivo nu
Deixa o índio vivo
Deixa o índio
Deixa, deixa
Escuta o mato crescendo em paz
Escuta o mato crescendo
Escuta o mato
Escuta
Escuta o vento cantando no arvoredo
Passarim passarão no passaredo
Deixa a índia criar seu curumim
Vá embora daqui coisa ruim
Some logo
Vá embora
Em nome de Deus é fruta do mato
Borzeguim deixa as fraldas ao vento
E vem dançar
E vem dançar
O jacu já tá velho na fruteira
O lagarto teiú tá na soleira
Uirassu foi rever a cordilheira
Gavião grande é bicho sem fronteira
Cutucurim
Gavião-zão
Gavião-ão
Caapora do mato é capitão
Ele é dono da mata e do sertão
Caapora do mato é guardião
É vigia da mata e do sertão
(Yauaretê, Jaguaretê)
Deixa a onça viva na floresta
Deixa o peixe n'água que é uma festa
Deixa o índio vivo
Deixa o índio
Deixa
Deixa
Dizem que o sertão vai virar mar
Diz que o mar vai virar sertão
Deixa o índio
Dizem que o mar vai virar sertão
Diz que o sertão vai virar mar
Deixa o índio
Deixa
Deixa
(Tom Jobim)
E vem dançar
E vem dançar
Hoje é sexta-feira de manhã
Hoje é sexta-feira
Deixa o mato crescer em paz
Deixa o mato crescer
Deixa o mato
Não quero fogo, quero água
(deixa o mato crescer em paz)
Não quero fogo, quero água
(deixa o mato crescer)
Hoje é sexta-feira da paixão sexta-feira santa
Todo dia é dia de perdão
Todo dia é dia santo
Todo santo dia
Ah, e vem João e vem Maria
Todo dia é dia de folia
Ah, e vem João e vem Maria
Todo dia é dia
O chão no chão
O pé na pedra
O pé no céu
Deixa o tatu-bola no lugar
Deixa a capivara atravessar
Deixa a anta cruzar o ribeirão
Deixa o índio vivo no sertão
Deixa o índio vivo nu
Deixa o índio vivo
Deixa o índio
Deixa, deixa
Escuta o mato crescendo em paz
Escuta o mato crescendo
Escuta o mato
Escuta
Escuta o vento cantando no arvoredo
Passarim passarão no passaredo
Deixa a índia criar seu curumim
Vá embora daqui coisa ruim
Some logo
Vá embora
Em nome de Deus é fruta do mato
Borzeguim deixa as fraldas ao vento
E vem dançar
E vem dançar
O jacu já tá velho na fruteira
O lagarto teiú tá na soleira
Uirassu foi rever a cordilheira
Gavião grande é bicho sem fronteira
Cutucurim
Gavião-zão
Gavião-ão
Caapora do mato é capitão
Ele é dono da mata e do sertão
Caapora do mato é guardião
É vigia da mata e do sertão
(Yauaretê, Jaguaretê)
Deixa a onça viva na floresta
Deixa o peixe n'água que é uma festa
Deixa o índio vivo
Deixa o índio
Deixa
Deixa
Dizem que o sertão vai virar mar
Diz que o mar vai virar sertão
Deixa o índio
Dizem que o mar vai virar sertão
Diz que o sertão vai virar mar
Deixa o índio
Deixa
Deixa
(Tom Jobim)
4 de nov. de 2007
3 de nov. de 2007
1 de nov. de 2007
Funeral de um Lavrador
Esta cova em que estás com palmos medida
É a conta menor que tiraste em vida
É de bom tamanho nem largo nem fundo
É a parte que te cabe deste latifúndio
Não é cova grande, é cova medida
É a terra que querias ver dividida
É uma cova grande pra teu pouco defunto
Mas estás mais ancho que estavas no mundo
É uma cova grande pra teu defunto parco
Porém mais que no mundo te sentirás largo
É uma cova grande pra tua carne pouca
Mas a terra dada, não se abre a boca
É a conta menor que tiraste em vida
É a parte que te cabe deste latifúndio
É a terra que querias ver dividida
Estarás mais ancho que estavas no mundo
Mas a terra dada, não se abre a boca.
(Chico Buarque de Hollanda / João Cabral de Mello Neto)
É a conta menor que tiraste em vida
É de bom tamanho nem largo nem fundo
É a parte que te cabe deste latifúndio
Não é cova grande, é cova medida
É a terra que querias ver dividida
É uma cova grande pra teu pouco defunto
Mas estás mais ancho que estavas no mundo
É uma cova grande pra teu defunto parco
Porém mais que no mundo te sentirás largo
É uma cova grande pra tua carne pouca
Mas a terra dada, não se abre a boca
É a conta menor que tiraste em vida
É a parte que te cabe deste latifúndio
É a terra que querias ver dividida
Estarás mais ancho que estavas no mundo
Mas a terra dada, não se abre a boca.
(Chico Buarque de Hollanda / João Cabral de Mello Neto)
25 de out. de 2007
Assinar:
Postagens (Atom)













































